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SP confirma 3 mortes por febre amarela; outros 10 casos são investigados

Duas das vítimas contraíram o vírus dentro do Estado e a outra havia viajado para Minas, onde ocorre surto da doença

Fabiana Cambricoli, Paula Felix e José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2017 | 16h46

SÃO PAULO - A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 23, três mortes por febre amarela silvestre no Estado, duas delas de vítimas que contraíram o vírus em território paulista (casos autóctones) e uma de um paciente que havia viajado para Minas, onde há um surto da doença.

As duas mortes autóctones aconteceram nas cidades de Américo Brasiliense e Batatais, ambas no interior do Estado. São os primeiros casos de transmissão local da doença dentro do Estado no ano. Em 2016, duas mortes por febre amarela silvestre foram registradas em São Paulo: uma em abril, na cidade de Bady Bassit, e outra em dezembro, em Ribeirão Preto.

O outro óbito confirmado neste ano foi notificado em Santana do Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. A vítima tinha histórico de viagem recente para Minas.

Além das três mortes confirmadas, a secretaria investiga outros dez casos suspeitos da doença, dos quais três resultaram na morte das vítimas. Todos viajaram para Minas, segundo a secretaria. Não há indícios de casos de febre amarela urbana. O último registro do tipo no País é de 1942.

Como adiantou o Estado no sábado, pelo menos duas das três mortes ainda em investigação aconteceram na capital paulista, embora a infecção pela doença tenha ocorrido fora do Estado. Os pacientes estavam internados no Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul da cidade.

Alerta. A Secretaria Municipal de Saúde de Batatais postou um alerta no site oficial do município após a confirmação da morte de um morador da cidade, um homem de 36 anos. A vítima morava sozinha em um sítio, na Estrada Vicinal Geraldo Marighella, perto do limite com Patrocínio Paulista. Equipes da saúde imunizaram os moradores em um raio de cinco quilômetros do imóvel da vítima. 

Na cidade, os agentes vão de casa em casa, em uma busca por moradores que ainda não se vacinaram. A Secretaria Estadual da Saúde informou que, no último semestre de 2016, recebeu 1,7 milhão de doses da vacina do Ministério da Saúde e outras 400 mil neste ano.

Macacos. A pasta disse ainda que foram confirmadas 24 epizootias (situação de adoecimento ou óbito) de macacos para febre amarela, correspondente a 31 animais, nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, Franca e São José do Rio Preto. O adoecimento de primatas não humanos é o primeiro sinal de alerta para a circulação do vírus em determinada área.

Com o aumento de casos da doença no Estado, secretarias de Saúde e órgãos da vigilância sanitária de cidades da região norte de São Paulo, onde há risco de transmissão da febre amarela, estão em campanha para proteger os macacos. As populações rurais de ao menos 30 municípios no entorno de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto estão sendo alertadas para informar sobre a existência desses primatas e denunciar eventual caça. A Polícia Ambiental intensificou a vigilância em matas da região. 

Em Américo Brasiliense, equipes da Secretaria Municipal de Saúde fazem buscas por possíveis animais mortos. “Estamos pedindo que não matem os macacos, pois são as nossas sentinelas. Se achamos um animal morto, é um indicador de que o vírus está na área e isso permite as ações preventivas”, disse a diretora de Saúde, Eliana Marsili.

 

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