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Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

SP confirma dois casos de variante inglesa do coronavírus no Estado

Sequenciamento genético feito pelo Instituto Adolfo Lutz confirmou registros divulgados pela rede de laboratórios Dasa na semana passada

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2021 | 17h04

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 4, os dois primeiros registros da nova variante do coronavírus no País. Os casos já haviam sido divulgados no dia 31 de dezembro pelo Grupo Dasa, rede privada de laboratórios, e foram confirmados após o exame ser repetido pelo Instituto Adolfo Lutz, vinculado ao governo paulista.

Trata-se da cepa B.1.1.7, detectada originalmente no Reino Unido e já identificada em diversos países do mundo. Embora não pareça ser mais letal, ela é 56% mais contagiosa. 

A confirmação dos casos brasileiros foi feita pelo Laboratório Estratégico do Adolfo Lutz após o sequenciamento genético de amostras encaminhadas pelo laboratório privado no sábado, 2.

Anteriormente, o genoma do vírus havia sido sequenciado pela Dasa em parceria com pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMT-FMUSP).

De acordo com a Secretaria da Saúde, um dos paciente identificados com a nova cepa do coronavírus é uma mulher de 25 anos, moradora de São Paulo e que se infectou após contato com viajantes que passaram pela Europa e estiveram no Brasil. "Começou a apresentar sintomas no dia 20 de dezembro, com dor de cabeça, garganta, tosse, mal estar e perda de paladar, com PCR realizado em 22 de dezembro", informou a pasta.

O outro infectado é um homem de 34 anos e a equipe de Vigilância Epidemiológica está investigando o histórico do caso, local de moradia do paciente e sintomas.

Em nota, a pasta destacou que, até o momento, não há comprovação científica de que a variante inglesa encontrada no Brasil seja mais virulenta ou transmissível em comparação a outras previamente identificadas. Isso porque, diz a secretaria, "o comportamento de um vírus pode ser diferente em locais distintos em virtude de fatores demográficos e climáticos, por exemplo".

De acordo com a secretaria, as sequências realizadas pelo Lutz foram comparadas e mostraram-se mais completas que a primeira identificada pelo próprio Reino Unido. "Todas estão depositadas no banco de dados online e mundial GISAID" (Iniciativa Global de Compartilhamento de Todos os Dados sobre Influenza), disse a pasta.

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