ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
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SP deve reforçar o que faz todo inverno contra o H1N1, diz secretário

Padilha diz que situação é menos grave que em 2009, mas medidas como o uso de álcool em gel devem ser estimuladas

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2016 | 03h00

SÃO PAULO - O secretário municipal da Saúde de São Paulo, Alexandre Padilha, descartou nesta quinta-feira, 31, que o Município esteja em situação tão grave quanto em 2009 em relação à gripe H1N1. Padilha lembrou que, naquela época, não havia vacina nem o conhecimento sobre a eficácia do Tamiflu, medicamento indicado em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“Não estamos no período que foi o da pandemia do H1N1 em 2009 e 2010 no mundo. Em 2009, afetou bastante a cidade de São Paulo, mas era um período que não tinha vacina e não tinha o conhecimento que nós temos hoje do oseltamivir (Tamiflu)”, afirmou. 

Padilha destacou que, em 2009, foram quase 2 mil casos de H1N1 e, em 2013, um “volume grande” de mil infectados – maior registro dos anos seguintes. “Não é essa a realidade da cidade de São Paulo neste momento. O que nós estamos tendo é um surto antecipado da presença do H1N1.”

Segundo o secretário, não há orientação para que sejam canceladas atividades coletivas, por exemplo. Há, porém, indicação de uso do álcool em gel em ambientes de alto convívio social. “Nós não estamos em 2009. Não tem nenhuma indicação de suspender eventos coletivos. O que existe é reforçarmos de forma antecipada aquilo que todo inverno nós precisamos fazer”, disse. 

Farmácias. Na quarta, 30, conforme Padilha, 493 farmácias da rede municipal de saúde distribuíram o Tamiflu para a população. “Aliás, a rede pública da Prefeitura é o único lugar onde as pessoas estão encontrando o oseltamivir ou Tamiflu.” 

Ele orientou que as pessoas usem o aplicativo para celulares “Aqui tem remédio” para verificar em quais unidades há disponibilidade do medicamento. E assegurou que, em caso de desabastecimento, a reposição será imediata.

“O que pode acontecer eventualmente é um afluxo de pessoas para uma unidade específica e ter, em um dia, consumido o que se consome em uma semana, duas semanas, naquela unidade. Então, é reposto de imediato”, disse. Padilha reforçou ainda que a população não deve usar Tamiflu em caso de resfriado e pediu a observação atenta em relação aos sintomas específicos da SRAG.

De acordo com Padilha, os óbitos relacionados com doenças respiratórias, de maneira geral, caíram nos primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015. “O que existe é uma participação maior do H1N1 neste ano, em relação ao ano passado. Ou seja, não é correto afirmar que o H1N1 mata mais do que outras doenças respiratórias pulmonares graves, outras infecções. O que existe é que, dependendo do ano, aumenta a circulação.”

Uma das medidas adotadas pela Prefeitura é “a orientação clara” para que UBS, AMA e postos de saúde deem prioridade de atendimento a pacientes com sintomas de gripe H1N1. Outra estratégia foi a orientação para que as farmácias aceitem as receitas com o nome genérico do medicamento e entreguem o Tamiflu aos usuários da rede municipal. 

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