SP inaugura nesta quarta clínica para dependentes de crack

Serão 80 leitos para internações de 30 dias a 3 meses em Heliópolis, na zona sul da capital

AE, Agência Estado

11 de agosto de 2010 | 09h27

Um ano após colocar agentes de saúde nas ruas da cracolândia, no centro de São Paulo, a Prefeitura inaugura nesta quarta-feira, 11, uma clínica para dependentes da região. Serão 80 leitos para internações de 30 dias a três meses. O Serviço de Atenção Integrada ao Dependente (Said), que funciona em Heliópolis, na zona sul, a 13 quilômetros da região central, tem quadra, biblioteca, sala de internet, aulas de teatro e psicólogos.

Até hoje, usuários de drogas que aceitavam tratamento médico eram encaminhados para hospitais comuns da rede municipal ou para leitos alugados pela Prefeitura em três comunidades terapêuticas. A adesão ao programa foi baixa. Desde agosto do ano passado, 100.864 pessoas "em situação de rua" foram abordadas pelos agentes na região, das quais apenas 492 aceitaram a internação, ou 0,48% do total.

Com a clínica, a Secretaria Municipal da Saúde diz apostar em um novo modelo para tornar eficaz o tratamento público oferecido aos dependentes de crack. Nela, a pasta pretende desenvolver um método americano com acompanhamento médico integrado ao lazer e às aulas em oficinas temáticas. Gerenciado pelo Hospital Samaritano ao custo de R$ 1,5 milhão ao mês, o serviço funciona desde fevereiro em caráter experimental, com 20 leitos. Mais 60 serão abertos hoje.

Os pacientes serão encaminhados por dois serviços que já atendem usuários de drogas no centro, a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Boraceia e pelo Centro de Apoio Psicossocial (Caps) da Sé. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
crackclínicadependentesLuzSP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.