SP interdita todos os lotes do anticoncepcional Contracep

Novas amostras serão encaminhadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, a fim de determinar se há problemas

09 de novembro de 2007 | 17h23

A Secretaria de Estado da Saúde, por intermédio do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS), determinou  a interdição cautelar de todos os lotes do anticoncepcional injetável Contracep, fabricado pela EMS-Sigma Pharma. O objetivo, segundo a secretaria, é aprofundar as investigações sobre a eficácia do produto.   Novas amostras serão encaminhadas para análise no Instituto Adolfo Lutz. Enquanto isso, ficam suspensos o uso, comercialização e distribuição do anticoncepcional na rede de farmácias e drogarias do Estado. O CVS já encaminhou comunicado alertando o laboratório e as vigilâncias sanitárias municipais. A previsão é de que as análises estejam concluídas em aproximadamente 30 dias.   Testes realizados nos lotes 080501-1, 080496-1 e 087359-1 identificaram que as ampolas apresentavam quantidade de hormônio (medroxiprogesterona) inferior ao previsto, o que pode comprometer a eficácia do produto. Esses três lotes tiveram sua comercialização e uso proibidos no Estado e deverão ser recolhidos pelo fabricante. A secretaria quer verificar se outros lotes têm ou não o mesmo problema.   A recomendação para as mulheres que compraram qualquer lote do Contracep é usar camisinha e procurar orientação médica para substituir o medicamento enquanto a investigação do CVS não for concluída. Esta orientação está sendo repassada aos serviços de saúde de todo o Estado.   Para as mulheres que usaram, há mais de quatro semanas, um dos três lotes já proibidos do anticoncepcional, a orientação é para que realizem um teste de gravidez e usem preservativos até obterem o resultado do exame.   Caso o teste seja negativo, os médicos deverão orientar a manutenção do uso de outros métodos contraceptivos mais adequados às pacientes.   Para todas as mulheres que receberam a dose há menos de quatro semanas, a orientação é para que utilizem preservativo ou qualquer outro método anticoncepcional para o qual não haja contra-indicação. O EMS Sigma-Pharma disponibilizou o telefone 0800-707-6684 para tirar dúvidas. O número deverá funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.     Segundo o ginecologista e professor da Unifesp, Wagner José Gonçalves, a mulher que consumiu o Contracep em dosagem abaixo da exigida não corre outros riscos além do de engravidar. "O único efeito é mesmo a falta de efeito."    A orientação do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) é de que as mulheres que usam o Contracep entrem em contato com o fabricante para informar quando compraram o produto e o número do lote. No caso de uma gestação, a empresa é obrigada a arcar com pré-natal, pensão alimentícia e assistência médica para a criança, até a maioridade.

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