Governo de São Paulo
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Secretário de SP diz que 3ª dose pode desacelerar vacinação de adolescentes; Doria nega atrasos

Secretário da Saúde admitiu à Rádio Eldorado chance de reduzir ritmo da campanha no grupo mais jovem diante da nova demanda; imunizante da Pfizer é o único autorizado na faixa entre 12 e 17 anos

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2021 | 12h09
Atualizado 26 de agosto de 2021 | 18h29

SÃO PAULO - O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, admitiu nesta quinta-feira, 26, em entrevista à Rádio Eldorado, a possibilidade de atrasar o ritmo da vacinação de adolescentes sem comorbidades para dar a dose de reforço prevista para os idosos acima de 60 anos. Pelo calendário estadual, a vacinação contra a covid-19 de adolescentes sem comorbidades entre 15 e 17 anos está prevista para 30 de agosto a 5 de setembro. Já a de adolescentes entre 12 e 14 anos está prevista para começar no dia 6 de setembro e terminar no dia 12 de setembro.

Para essa faixa etária mais jovem, o único imunizante liberado é o da Pfizer, marca que também é recomendada como prioritária pelo Ministério da Saúde na aplicação da 3ª dose. O governo de São Paulo anunciou que vai aplicar a injeção extra do imunizante em idosos a partir de 6 de setembro. A data diverge do calendário do ministério, que prevê reforço a partir de 15 de setembro e alertou para o risco de falta de vacina. 

“A terceira dose é necessária justamente para o grupo que produz menos anticorpos, e tende a ter uma resposta menor a qualquer tipo de vacina”, afirmou Gorinchteyn. Segundo ele, o Estado vinha desenhando um plano de ação há pelo menos quatro semanas, após observar o aumento do número de casos e internações na população parcialmente imunizada em países com predominância da cepa identificada originalmente na Índia.

O secretário diz que a imunização de adolescentes está mantida, mas vê risco de mudar o ritmo. "O que pode acontecer é que a celeridade seja reduzida, mas nós não deixaremos de vacinar a população de adolescentes sem comorbidades. Eles são importantes na disseminação, fazem um porcentual menor de formas graves, mas é obrigação do Estado proteger a saúde e a vida da população", acrescentou. 

Ele afirmou que o Estado também pode comprar vacina diretamente com a fabricante caso o Ministério da Saúde não envie as doses necessárias. "Se precisar fazer a aquisição, assim faremos”, disse, lembrando os casos de aumento de infecções em países como os Estados Unidos, onde mais de 50% da população já foi vacinada com duas doses. “Temos de ter, no mínimo, 90% da população imunizada”, disse.

Mais tarde, em coletiva para anúncios na área de educação, o governador João Doria (PSDB) negou que haverá atrasos na vacinação de adolescentes por causa da terceira dose a idosos.  "Não haverá atraso nem para vacinação de idosos nem tampouco para adolescentes." O governador também afirmou que o Estado avalia dar uma terceira dose para pessoas imunodeprimidas, cujos mecanismos normais de defesa contra infecções estão comprometidos. A decisão deve ser anunciada nesta sexta-feira, 27.  

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