Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

SP registra 93 mortes por febre amarela desde janeiro de 2017

Nº de óbitos avançou 22% em relação ao que foi relatado na semana passada; casos passaram de 202 para 246

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 21h39

SÃO PAULO - Subiu para 93 o número de mortos por febre amarela no Estado de São Paulo, alta de 22% em relação ao boletim divulgado na semana passada pela Secretaria Estadual da Saúde (76). O número de casos confirmados também cresceu, passando de 202 para 246 no período. O balanço se refere às infecções contraídas desde janeiro de 2017.

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Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, continua como cidade mais afetada pelo surto, com 123 casos e 36 óbitos. Atibaia é o município com o segundo maior número de registros da doença em território paulista: 42, com 14 mortes. A capital paulista manteve os mesmos índices divulgados na semana passada: 5 infectados, dos quais 3 morreram. Das 645 cidades paulistas, 38 já confirmaram casos da doença desde o ano passado.

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Cobertura

Apesar do avanço da febre amarela, a campanha de vacinação iniciada no dia 25 de janeiro em algumas regiões do Estado ainda está longe de atingir a meta. Dos 9,2 milhões que o governo estadual pretende vacinar, 4,1 milhões (44,5%) compareceram a postos. O pior índice de cobertura ocorre na Baixada Santista, onde apenas 31,1% do público-alvo foi imunizado. A capital, por outro lado, é a região com a maior adesão. Na cidade de São Paulo, 54,3% dos que deveriam se vacinar já receberam o imunizante.

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Diante da baixa procura pela vacina, a Secretaria Estadual da Saúde prorrogou a campanha até o dia 2 - inicialmente, a ação deveria ser concluída no dia 17 de fevereiro. Segundo o Ministério da Saúde, a baixa cobertura vacinal se repete no Rio, que também iniciou ação de vacinação no dia 25 de janeiro.

Butantã terá fábrica de medicamentos

O Instituto Butantã anunciou nesta sexta-feira, 23, na festa de 117 anos, a construção de uma fábrica para a produção de seis medicamentos contra o câncer e duas vacinas (hepatite A e tríplice acelular, que protege contra difteria, tétano e coqueluche). A previsão do governo estadual é de concluir a obra em 2020.

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