Governo do Estado de São Paulo
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SP vai pedir que a Sinovac substitua lotes de Coronavac interditados pela Anvisa

O governador do Estado, João Doria, determinou que Instituto Butantan solicite a reposição. Falta de vistoria em fábrica da China motivou bloqueio por parte da agência federal

Igor Soares, O Estado de S. Paulo

14 de setembro de 2021 | 16h29

Com lotes da Coronavac interditados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o governador João Doria (PSDB) vai solicitar à Sinovac, farmacêutica chinesa responsável pela fabricação do imunizante, a susbtituição dos lotes suspensos com novas doses, por meio do Instituto Butantan.  

“Não podemos ter doses bloqueadas em meio a uma pandemia. A população precisa de vacinas. Por isso, determinei ao Butantan o remanejamento de vacinas para suprir as que estão interditadas. Nós precisamos de celeridade. As novas doses virão de fábricas vistoriadas pela Anvisa para pronta aplicação”, disse o governador.

Nesta quarta-feira, 15, serão entregues ao Ministério da Saúde 6,9 milhões de doses do imunizante contra a covid-19. A produção desta quantidade de vacinas foi realizada pelo Butantan e se deu por meio do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), que veio de uma fábrica da China, certificada pela Agência reguladora brasileira. 

Mais 5 milhões de doses vão chegar a São Paulo na próxima semana. A fabricação dos imunizantes ocorreu na fábrica da Sinovac, que passou por vistoria da Anvisa.

Segundo a nota do governo, o Butantan mantém uma força-tarefa para tentar a liberação das remessas interditadas pelo órgão regulador federal. “Até a liberação, o remanejamento das novas doses vai substituir cerca de 8 milhões de imunizantes com uso temporariamente suspenso.”

No início do mês, a Anvisa determinou a interdição cautelar de 25 lotes envasados em uma fábrica que não passou por inspeção da Agência.  

 

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