Substância do corpo humano pode ser usada em tratamento para epilepsia

Cientistas britânicos querem remédio com eficácia de dieta, mas sem efeitos colaterais

BBC

22 Novembro 2012 | 09h26

Remédios feitos à base de uma substância produzida pelo corpo quando a gordura é usada como "combustível" podem se tornar uma nova maneira de tratar a epilepsia, afirmam pequisadores ingleses.

 

A equipe da Universidade de Londres publicou os resultados dos testes preliminares no periódico Neuropharmacology, que reúne estudos sobre o assunto. A pesquisa teve início com a dieta especial adotada por algumas crianças cujo quadro de epilepsia mostra-se resistente a medicamentos.

 

Essa dieta, chamada cetogênica, é rica em gorduras, mas pobre em carboidratos. Cientistas acreditam que tais propriedades simulam os aspectos da inanição, já que forçam o corpo a queimar gordura em vez de carboidratos. Embora eficaz, a dieta é bastante criticada, uma vez que seus efeitos colaterais - hipoglicemia, crescimento retardado, fraqueza óssea - podem ser bastante danosos à saúde.

 

Mas os pesquisadores, ao extrair somente os ácidos gordurosos bons para o controle da epilepsia, pretendem desenvolver uma pílula para crianças e adultos que pode ser tão eficiente quanto a dieta, mas sem esses efeitos colaterais.

 

Nos primeiros testes, os cientistas identificaram substâncias que parecer ser perfeitas para realizar essa função. Eles não apenas descobriram que os ácidos gordurosos são ainda mais poderosos que remédios atuais como também têm menos efeitos indesejados. Mas são necessários mais testes para determinar se o tratamento poderá ser adotado com segurança em humanos.

 

Matthew Walker, professor do Instituto de Neurologia da Universidade de Londres, disse que a "epilepsia afeta mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e aproximadamente um terço delas não conseguem controlar a doença com os tratamentos atuais." "Essa descoberta dá uma nova forma de tratar a epilepsia resistente a remédia", concluiu. 

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