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Suplemento de vitamina A não reduz mortalidade materna, aponta estudo

Levantamento contradiz pesquisa anterior, que apontava uma redução de 44% dos óbitos

Efe

04 Maio 2010 | 09h21

Os suplementos de vitamina A não reduzem a mortalidade das mulheres durante a gravidez e o parto, segundo um estudo desenvolvido em Gana que contradiz uma pesquisa anterior feita no Nepal, que apontava uma redução de 44%.

 

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Publicado na revista médica "The Lancet", o estudo foi realizado com vários grupos de mulheres em idade reprodutiva e um grupo de controle com placebos. A área do teste, na região ganesa de Brong-Ahafo, foi dividida em 1.086 grupos geográficos formados por mulheres com idades entre 15 e 45 anos, que planejavam permanecer na região pelos próximos três meses.

 

No total, 544 grupos (104.484 mulheres) tomaram vitamina A, enquanto os 542 restantes (103.297 mulheres) receberam placebo. Nas análises finais não foram encontradas diferenças estatísticas significativas entre os dois grupos.

 

Entre as mulheres que receberam vitamina foram registradas 39.601 gestações e 138 mortes relacionadas à maternidade. No outro grupo, que recebeu placebo, ocorreram 39.234 gravidezes e 148 mortes relacionadas com estes. No primeiro grupo, a proporção foi de 348 mortes para 100 mil gravidezes, frente 377 mortes por 100 mil gestações no grupo do placebo.

 

Segundo os autores, da escola de higiene e medicina tropical de Londres, "estes resultados sugerem que o suplemento de vitamina A uma vez por semana administrado em mulheres em idade reprodutiva não aumenta a sobrevivência nem dos bebês na área rural de Gana".

 

"No entanto, a ausência de um efeito dos suplementos de vitamina A na mortalidade das mulheres grávidas contrasta com a substancial redução registrada no teste do Nepal, o único anterior sobre o mesmo assunto", expressaram os pesquisadores.

 

Devido à diferença dos resultados, os autores recomendam novos testes para verificar os efeitos da vitamina A, apesar de reconhecem que não é difícil devido ao alto custo.

 

Nestas circunstâncias, os especialistas assinalam que os resultados dos estudos realizados até o momento, embora limitados, não apoiam a administração de doses baixas de vitamina às gestantes sem riscos ou como estratégia para a sobrevivência infantil.

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