EFE/MATTEO CORNER
EFE/MATTEO CORNER

Com duas mortes por coronavírus, norte da Itália proíbe eventos públicos

Uma mulher de 77 anos, encontrada morta em sua casa, a 50 km ao sul de Milão, testou positivo para a infecção, após um homem de 78 anos ter morrido perto de Pádua

Da Redação, Reuters

22 de fevereiro de 2020 | 18h12

ROMA - Um surto do novo coronavírus matou duas pessoas e infectou outras 51 no norte da Itália, forçando as autoridades a proibir eventos públicos e as empresas locais a pedir para seus trabalhadores ficarem em casa. Uma mulher de 77 anos , encontrada morta em sua casa, a 50 km ao sul de Milão, na quinta-feira, testou positivo para o coronavírus, afirmou uma autoridade local neste sábado, 22. À noite, um homem de 78 anos já havia morrido por causa da infecção perto da cidade de Pádua.

A mulher e a filha dele estão entre as 12 pessoas infectadas pelo coronavírus na região do Veneto. A Itália é o país mais afetado da Europa, com a maior parte dos casos concentrada na região da Lombardia, coração financeiro e industrial do país.

O conselheiro regional de Bem-Estar, Giulio Gallera afirmou à imprensa que o epicentro do surto era Codogno, uma pequena cidade ao sudoeste de Milão, onde o primeiro paciente infectado da Lombardia, um homem de 38 anos, que adoeceu após conhecer um amigo que havia visitado a China, foi tratado. Segundo as autoridades, sua condição é estável. 

"Todos aqueles que testaram positivo são pessoas que entre os dias 18 e 19 de fevereiro tiveram contatos com a sala de emergência e o hospital de Codogno ", afirmou Gallera, acrescentando que 259 pessoas foram rastreadas na área nos últimos dois dias e 35 delas testaram positivo. "Uma taxa de contágio de 13% é bem alta", disse ele.

Cerca de 50 mil moradores de Codogno e de cidades próximas foram aconselhados a permanecer dentro de suas casas. Reuniões públicas, incluindo as missas de domingo e partidas de futebol foram suspensas, e escolas e lojas, fechadas. Medidas semelhantes foram adotadas na pequena cidade de Vo 'Euganeo, no Veneto, onde a vítima masculina vivia.

Carnaval. O governador Luca Zaia disse que sua administração estava considerando a possibilidade de suspender os eventos do Carnaval de Veneza. Até o momento, não há casos confirmados em Milão, afirmou Gallera. 

A Itália foi o primeiro país da zona do euro a suspender todos seu voos diretos, de e para a China, depois de dois turistas chineses da cidade de Wuhan terem testado positivo, em Roma, em  janeiro. O primeiro-ministro Giuseppe Conte afirmou que o governo está pronto para considerar outras medidas. Até sexta-feira, os turistas chineses e o italiano repatriado foram os únicos três casos confirmados no país.

A região da Calábria, no sul, também relatou uma suspeita de caso. Trata-se de uma mulher de 26 anos que voltou de Veneza com febre, após ter participado de uma conferência com um colega que havia entrado em contato com o homem de Codogno.

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