EFE/Marco Frattini
EFE/Marco Frattini

Surto de ebola na República Democrática do Congo já deixou 900 mortos

O controle do surto mais mortífero da história da RDC foi dificultado pela insegurança na região

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2019 | 10h54

Kinshasa - O surto de ebola em Kivu do Norte e Ituri, duas províncias do nordeste da República Democrática do Congo (RDC), já deixou 900 mortos  em quase 1.400 casos registrados da doença, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde do país. 

Os casos da doença e as mortes comunitárias, ou seja, acontecidas fora de um centro de ebola, dispararam recentemente, com 100 mortes nos últimos 15 dias, sendo 10 somente ontem.

O controle deste surto, o mais mortífero da história da RDC, foi dificultado pela rejeição de algumas comunidades a receber tratamento e à insegurança na região, onde atuam vários grupos armados.

De fato, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e ONGs como a Médicos Sem Fronteiras (MSF) foram forçadas a paralisar algumas atividades em áreas como Butembo (um dos principais focos ativos atuais), devido aos ataques contra suas instalações.

Desde 8 de agosto do ano passado, quando começaram as vacinações, mais de 105 mil pessoas foram inoculadas, a maioria nas cidades de Katwa, Beni, Butembo, Mabalako e Mandima, de acordo com o Ministério de Saúde.

O vírus do ebola é transmitido através do contato direto com o sangue e os fluidos corporais contaminados, provoca febre hemorrágica e sua taxa de mortalidade pode chegar a 90% se não for tratado a tempo//EFE

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