Surto de hanseníase afeta mais de 70 pessoas na Indonésia

Doença não é muito contagiosa e é tratável, mas a população sofre com desnutrição e falta de água potável

Efe,

26 de outubro de 2007 | 14h20

Pelo menos 74 pessoas foram afetadas por um surto de hanseníase na região de Flores Oriental, no centro da Indonésia, onde a doença atingiu 11 dos 17 distritos, informa a imprensa do país.    O chefe regional dos serviços de saúde, Valens Sili Tupen, atribuiu a epidemia à falta de água potável, à desnutrição e à falta de higiene da população, segundo o jornal The Jakarta Post.    Por enquanto, não houve nenhuma morte. Mas 20 dos 74 doentes se encontram em estado grave, em unidades de terapia intensiva.   A hanseníase é tratável, mas as autoridades têm problemas para fornecer tratamento a todos devido ao alto preço e à escassez dos remédios, admitiu o vice-governador, Yusni Herin. Ele lembrou que a doença apareceu pela primeira vez na região nailha de Solor, em 2005.    Uma das causas que fazem difícil detectar a hanseníase na região é a crença da população de que a doença, conhecida antigamente como lepra, é uma maldição divina. Assim, muitos doentes se envergonham de sua situação e se escondem em florestas. Alguns são expulsos de casa por suas próprias famílias.   A hanseníase é uma doença crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não é muito contagiosa.

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