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Surto de sarampo em Academia da Força Aérea atinge 76 pessoas em Pirassununga

Primeiro caso teria sido importado do Rio de Janeiro e outros 25 estão em investigação; foram notificados 103 casos suspeitos e dois foram descartados

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

03 de março de 2020 | 10h39
Atualizado 03 de março de 2020 | 11h35

SÃO PAULO - Um surto de sarampo foi detectado Academia da Força Aérea (AFA) em Pirassununga, no interior paulista, e 76 pessoas já tiveram diagnóstico confirmado para a doença. De acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, outros 25 casos estão em investigação e dois foram descartados.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que foram confirmados casos da doença entre os cadetes dos cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria e que medidas, como o isolamento dos casos suspeitos, foram adotadas para evitar a propagação do vírus.

"Foram adotadas medidas de controle para evitar a circulação viral, como o isolamento dos casos suspeitos durante o período de transmissão, suspensão da participação destes cadetes em atividades coletivas, bem como a utilização de equipamentos de proteção individual por parte dos profissionais que estão prestando assistência aos casos suspeitos."               

Segundo a Vigilância Epidemiológica, a principal suspeita é de que a transmissão do vírus, que é altamente contagioso, tenha se iniciado a partir de um caso importado do Rio de Janeiro, onde, em fevereiro, foi registrada a primeira morte pela doença dos últimos 20 anos. Dos infectados, 74 são militares e dois são civis.

"Até o momento foram realizadas 103 notificações de casos suspeitos, sendo 76 casos confirmados, dois descartados e 25 aguardam resultado de exame para confirmação/descarte. O surto já teve redução significativa, sendo o último caso suspeito notificado em 24 de fevereiro", informou, em nota.

O órgão disse ainda que não há casos em outras regiões da cidade.

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Ainda de acordo com a Vigilância Epidemiológica, uma ação de vacinação foi iniciada em 21 de fevereiro com o objetivo de imunizar toda a população da academia e a meta é vacinar cerca de 4 mil pessoas. A medida é para conter o surto e evitar novos casos da doença, que pode levar à morte.

No final de fevereiro, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou a primeira morte por sarampo de 2020 - a vítima era uma criança da capital. Neste ano, já foram confirmados 246 casos da doença. 

No ano passado, foram registrados 17.552 casos e 14 óbitos.

  

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