SUS vacinará grávidas e recém-nascidos contra difteria, tétano e coqueluche

Inclusão do imunizante é resposta do Ministério da Saúde ao aumento do número de casos de coqueluche no Brasil

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

17 Novembro 2014 | 18h29

Brasília - Serviços públicos de saúde passam a oferecer a partir deste mês vacinas que protegem contra difteria, tétano e coqueluche para grávidas e recém-nascidos. A inclusão é uma resposta do Ministério da Saúde ao aumento do número de casos de coqueluche no Brasil. A incidência da doença, que entre 1996 e 2010 foi inferior a um caso a cada 100 mil habitantes, registrou nos últimos anos um aumento expressivo. Em 2013, foram 3,3 casos por cada 100 mil - com 110 mortes. A maior parte entre menores de seis meses.

A vacina protege não só a gestante, mas o bebê, que recebe anticorpos ainda durante a gestação. O imunizante deve ser aplicado entre a 27ª e 36ª semana de gestação. É nessa etapa que ele tem maior poder de proteção para o bebê. Gestantes que não conseguirem se vacinar nesse período podem receber uma dose do imunizante até 20 dias antes da data provável do parto.

A estimativa do Ministério da Saúde é a de que 2,9 milhões de mulheres grávidas sejam vacinadas. O imunizante será aplicado também em profissionais que trabalham em UTI neonatal e em maternidades. 

Esta é a quarta vacina para gestantes no calendário nacional. O SUS também oferece a influenza, a dupla adulto (difteria e tétano - dT) e a vacina contra hepatite B. A gestante deverá receber três doses de vacina. Duas doses de vacina contra difteria e tétano e uma daquela que protege contra difteria, tétano e coqueluche. Antes da incorporação da tríplice, a gestante tomava três doses da vacina dupla. A recomendação é a de que toda mulher grávida  tome uma dose da vacina tríplice no período recomendado. Isso vale mesmo para aquelas que já tenham tomado o imunizante em outras gestações. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que 87% dos casos de coqueluche estão concentrados entre menores de seis meses.  Causada por uma bactéria, a coqueluche pode provocar  pneumonia, otite média, ativação de tuberculose latente, enfisema pneumotórax.

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