Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo
Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo

Suspeita de Covid-19 afasta 1.557 profissionais de saúde em SP; ritmo de contratações é menor

Até aqui, segundo o governo, 1.185 médicos, enfermeiros e fisioterapeutas foram contratados; número de mortos no Estado vai para 928

Bruno Ribeiro e Ludimila Honorato, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2020 | 16h27

SÃO PAULO - A rede estadual de Saúde de São Paulo tem 1.557 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, que estão afastados do trabalho por terem sido infectados pelo novo coronavírus ou por suspeita de infecção pela doença, segundo informou nesta sexta-feira, 17, pelo secretário estadual da Saúde José Henrique Germann.  Em entrevista coletiva, o número de mortos no Estado foi atualizado: 928, ou 75 a mais (9%) nas últimas 24 horas.

O número de pessoas contratas pelo governo para repor esse pessoal, no entanto, é menor do que o de afastados.  Segundo Germann, São Paulo contratou nas últimas semanas 1.185 profissionais em caráter emergencial, sendo que 260 eram remanescentes de concursos públicos e 925 são contratações por tempo indeterminado. Na coletiva, Germann não explicou porque o número de contratados é menor do que o de afastados.

Não são todos os profissionais que estão internados. "O afastamento se dá imediatamente quando o profissional apresenta um quadro de síndrome gripal", disse o infectologista Paulo Menezes, da equipe do Centro de Contingência do Covid-19. "Eles têm prioridade para a realização do teste" para o diagnóstico da doença. 

Segundo o governo paulista, a fila de exames à espera de confirmação teve uma  redução de 46% de quinta para sexta. Eram mais de 17 mil exames na fila e, agora, seriam 9,4 mil. A redução se deu com a chegada de testes vindos da Coreia do Sul ao Instituto Butantan, que coordena a realização de exames.

A Covid-19 está em 215 municípios paulistas e 88 já registraram mortes. Só na capital paulista, são 643 óbitos. Nesta tarde, o secretário da Saúde e também o de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, tiveram uma conferência com cerca de 200 prefeitos do Estado. O objetivo foi apagar o incêndio causado pela prorrogação da quarentena no Estado até o dia 10 de maio, uma vez que prefeitos do interior vêm pressionando a gestão João Doria (PSDB) para relaxar as regras de confinamento -- opção rejeitada pela equipe técnica da saúde, dada a elevada ocupação de leitos de UTI no Estado, que pode chegar ao colapso.

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