TCU vai monitorar programa de transplantes no Rio de Janeiro

Órgão fará auditoria no Estado caso indicadores no setor não melhorem em dois anos

Agência Brasil

19 de julho de 2011 | 14h38

Brasília - Nos próximos dois anos, o Tribunal de Contas da União (TCU) vai acompanhar o funcionamento do programa de transplantes na rede pública do estado do Rio de Janeiro. Nesse período, o tribunal vai verificar o número de transplantes realizados, o atendimento à lista de espera, os registros de pacientes com morte encefálica e os motivos para casos de não doação.

Se os indicadores não melhorarem nesse prazo, o TCU fará uma nova auditoria no sistema criado pelo governo estadual, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O tribunal tomou a decisão após a constatação de falhas no sistema de transplantes do Rio de Janeiro, como baixo desempenho e falta de integração de hospitais federais com a rede estadual.

Em um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Rio de Janeiro aparece como um dos estados com maior tempo de espera por transplantes de determinados órgãos. Os candidatos a um transplante de córnea, por exemplo, aguardavam 19,4 anos pela cirurgia, o maior tempo de espera por esse tipo de transplante em 2006, ano analisado pelo estudo.

No mesmo período, o estado atendeu apenas 6,25% do total de pessoas que estavam na lista de espera por um rim, o equivalente a 220 transplantes. Enquanto que a taxa nacional de atendimento para rim era de 8,43%.

"Tais resultados negativos para o estado do Rio de Janeiro não se coadunam com a capacidade econômica nem com a reconhecida pujança de recursos sanitários desse estado", informa o estudo do Ipea, que analisou aspectos do transplante de órgãos nos estados de 2004 a 2006.

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