Tecido fornecerá energia para equipamentos de soldados britânicos

Uniforme terá fios condutores e reduzirá quantidade de baterias e cabos carregados por militares

02 de abril de 2012 | 09h22

Os soldados do Exército da Grã-Bretanha pode começar a usar em breve um uniforme feito de um material condutor de eletricidade que poderia poupá-los de carregar quilos de baterias e cabos, funcionando como "gerador" para os dispositivos que necessitam de energia elétrica.

 

O uniforme foi apresentado nesta segunda-feira, 2, pela Intelligent Textiles em um evento especializado no ramo de Defesa na Grã-Bretanha. A empresa, que patenteou uma série de técnicas que utilizam tecidos condutores, afirmou que o material permitira ao militares carregar uma única bateria em vez de várias delas, além de dispensar fios e cabos elétricos.

 

"Desenvolvemos fios condutores que levam energia e dados para onde for necessário, disse Asha Thompson, diretora da Intelligent Textiles. "Um dos problemas com cabos convencionais é que os blecautes podem ser catastróficos. O que fazemos aqui é construir de forma repetida, para que haja outro caminho de fornecimento de energia se o tecido por cortado, rasgado ou danificado", explicou.

 

A companhia recebeu 234 mil libras (cerca de US$ 375 mil) do Centro de Empreendimentos para a Defesa da Grã-Bretanha, que quer soluções para reduzir o peso físico e "cognitivo" carregado pelos soldados.

 

Atualmente, cada aparelho carregado pelos soldados necessita da sua própria bateria, o que aumenta o volume de equipamentos e também seus custos - um dos principais motivos pelo desejo de "centralizar" uma bateria. Os militares também precisariam substituir apenas um dispositivo em vez de vários com o tecido.

 

"O tecido fica integrado ao uniforme, na camisa, no capacete, na mochila e nas luvas. Há uma central que permite enviar energia para onde for necessário. Podemos energizar o capacete sem conectá-lo com fios", explica Asha. Até um teclado portátil está sendo desenvolvido com o tecido para ser usado com um computador integrado às vestes.

 

A Intelligent Textiles deve realizar testes em maio e o sistema pode ser implantado, ainda que em pequena escala, até o final do ano. A expectativa, porém, é de que o uniforme esteja mais desenvolvido e possa ser usado consistentemente entre 2014 e 2015. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.