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Técnica americana mantém pão conservado por até 60 dias

Micro-ondas especial evita que alimento crie bolor e pode ajudar a acabar com desperdício

BBC

30 Novembro 2012 | 13h12

Uma empresa americana desenvolveu uma técnica que mantém o pão conservado por até 60 dias, o que reduziria significativamente o total de alimentos desperdiçados, segundo seus criadores.

 

A técnica da Microzap consiste em erradicar as substâncias e organismos que produzem o bolor ao cozinhar a massa em fornos micro-ondas especiais que foram desenvolvidos inicialmente para matar as bactérias causadoras da salmonela e o estafilococo.

 

No laboratório da empresa, sediado na Universidade de Tecnologia do Texas, fica o forno especial, que lembra um aparelho de produção em linha industrial. Don Stull, executivo da empresa, explica como é o processo. "Nós tratamos uma fatia do pão no forno, e então checamos a quantidade de bolor no pão. Depois de 60 dias, a quantidade era a mesma desde o momento em que saiu do forno", diz.

 

O bolor é um dos principais problemas do armazenamento do pão. Se os pães estão em embalagens plásticas, qualquer resquício de água no alimento pode evaporar e tornar a superfície úmida. Com isso, criam-se condições para o crescimento do Rhizopus stolonifer, fungo que gera o bolor, que geralmente aparece 10 dias após aberto o pacote.

 

O forno usado tem a mesma tecnologia dos micro-ondas comuns, mas com algumas particularidades. "Nós usamos frequências de formas variadas, emitidas por um radiador. Temos basicamente uma densidade homogênea no sinal, o que quer dizer que não deixamos pontos frios e quentes como nos micro-ondas domésticos", explica Stull.

 

O aparelho atraiu a atenção da indústria panificadora, mas há receios de que ele aumente os custos de produção. Além disso, há o fato de que os consumidores não necessariamente estejam dispostos a comer um pão com mais de um mês de fabricação. "Precisamos que haja aceitação do consumidor. A maioria das provavelmente aceitaria se a qualidade do alimento for mantida", afirma. 

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