Técnica de clonagem é usada para proteger animais em extinção

Cientista espera implantar projeto na Índia para ajudar a conservar tigres, elefantes e rinocerontes

Efe,

08 de maio de 2012 | 18h00

 Cientistas da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, avançam no desenvolvimento de técnicas de clonagem para proteger animais em vias de extinção, iniciativa que despertou o interesse da Índia.

Os especialistas do Laboratório de Biotecnologia Animal da Faculdade de Agronomia da universidade trabalham junto com o Zoológico de Buenos Aires no desenvolvimento de técnicas com tigres, chitas e outros pequenos felinos sul-americanos, disse o diretor, Daniel Salamone.

"Geramos embriões a partir de óvulos de gata, de onde tiramos a informação genética da espécie e acrescentamos a de células de felinos silvestres. Logo, deixamos desenvolver in vitro durante os primeiros sete dias de vida, e avaliamos a evolução", descreveu a pesquisadora Lucía Moro.

"Primeiro começamos clonando o gato doméstico para ajustar todos os detalhes necessários da técnica. Depois começamos a usar as células provistas pelo zoológico", acrescentou.

O projeto despertou o interesse da Índia, o que motivou a visita do pesquisador Rajneesh Verma, que trabalhou durante 21 dias no laboratório com o objetivo de montar em seu país um "zoológico com material genético congelado", com financiamento do governo hindu.

"Estamos congelando diferentes tipos de células, sêmen e gametas de todas essas espécies, muitas delas em perigo de extinção, para logo utilizá-las na clonagem, fertilização in vitro e outras técnicas de reprodução assistida", disse Verma.

O cientista se propõe a implantar embriões de espécies em extinção em animais de seu mesmo tipo para que nasçam seres clonados. Com essa iniciativa, Verma prevê conservar essencialmente gatos selvagens como o tigre de Bangkok, mas também rinocerontes, elefantes e ursos.

"O grupo da Índia vai dispor de muitos recursos genéticos e rapidamente quer incorporar a tecnologia de clonagem que desenvolvemos aqui. Para nós significa a possibilidade de trabalhar com espécies que não existem na Argentina", disse Salamone.

O diretor do laboratório também liderou as pesquisas em 2003 que desenvolveram  vacas clonadas e transgênicas capazes de gerar hormônios de crescimento no leite.

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