Técnicas pouco invasivas respondem por 10% das cirurgias de coluna no HC

Método inovador é usado no tratamento de hérnias de disco, com anestesia local e cortes menores

estadão.com.br

20 Julho 2010 | 11h41

SÃO PAULO - Consideradas um dos principais avanços recentes da medicina, as cirurgias minimamente invasivas de coluna vêm ganhando destaque no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Há apenas dois anos, a técnica começou a ser implantada no IOT, de forma pioneira, para cirurgias de coluna, e hoje respondem por 10% do total de operações desse segmento, sobretudo no tratamento de hérnias de disco.

De acordo com o especialista do Hospital das Clínicas, Alexandre Fogaça, as cirurgias são feitas com o auxílio de um vídeo-endoscópio, utilizado para melhorar a visualização da área cirúrgica. Esse método é feito com anestesia local, ao contrário das operações tradicionais.

"O procedimento permite cortes muito menores que a cirurgia convencional. Em alguns casos, evitam até as incisões, pois são posicionadas cânulas (pequenos tubos adaptados a instrumentos cirúrgicos) em pontos específicos, que servem tanto para tratar como para diagnosticar patologias", explica Fogaça.

Além dos benefícios para os pacientes, o cirurgião destaca que esses procedimentos minimamente invasivos trazem economia às instituições hospitalares. "A redução do tempo de internação diminui os custos para o hospital e permite a liberação de leitos com maior agilidade para novos atendimentos", observa.

Evento em SP

Entre os dias 21 e 24 de julho, Fogaça fará parte da Comissão Executiva do II Congresso Brasileiro de Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Cerebral (Cominco), que terá o IOT como um de seus principais organizadores.

Durante os quatro dias, profissionais de várias partes do mundo debaterão, em São Paulo, o que há de mais moderno em técnicas e aparelhos para o tratamento minimamente invasivo de doenças da coluna vertebral.

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