Nasa/Divulgação
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Telescópio 'caçador' de buracos negros é colocado em órbita

Equipamento ajudará cientistas a estudar expansão do universo e formação de galáxias

Reuters

14 de junho de 2012 | 09h12

O NuStar, telescópio com tecnoloia de raio X que vai dar mais informações sobre a formação das galáxias, foi colocado em órbita nesta quarta-feira, 13, para iniciar uma missão de dois anos no espaço, informaram funcionários da Nasa. O equipamento também vai ser usado para que astrônomos estudem buracos negros e outros fenômenos espaciais.

 

O telescópio vai circular na órbia da Terra durante seus dois anos de missão. O dispositivo é capaz de examinar grupos de galáxias, supernovas e regiões do espaço onde partículas são aceleradas a uma velocidade próxima à da luz, como perto de buracos negros.

 

Quanto às supernovas, os restos da explosão de uma estrela gigante, os cientistas pretendem obter mais informações sobre traços de titânio radioativo. "Há uma grande varidade de fenômenos, das estrelas de neutrons até resquícios de explosões estelares que ainda não identificamos", disse Fiona Harrison, uma das pesquisadoras do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

 

As supernovas servem como padrão de medida para determinar a taxa de expansão do universo. Os astrônomos acreditam que a luz emitida pelas explosões é um indicador do quão longe a estrela morta está da terra. "Com essas observações, teremos uma ideia melhor da física de uma supernova", disse Daniel Stern, cientista do projeto do NuStar.

 

Os cientistas ainda disseram que a tecnologia de identificação de raios X do NuStar pode revelar a localização de buracos negros. "Estamos certos de que toda grande galáxia tem um buraco negro gigantesco em seus centros e acreditamos que a maioria dos que estão ativos, atream matéria e emitem muita luz estão escondidos sob nuvens de gás e poeira", disse Stern. O NuStar é capaz de analisar o espaço por trás dessas nuvens.

 

O telescópio tem duas conchas formadas por 133 espelhos feitos de vidros flexíveis, como os que são usados nas telas de laptops. Como os raio x precisa de uma grande área para adaptar seu foco, o equipamento tem também um mastro de quase 11 metros. O custo total foi de US$ 180 milhões. 

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