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Telescópio revela grande variedade de asteroides na vizinhança da Terra

Uma das metas da fase 'quente' da missão Spitzer é inspecionar 700 objetos próximos da Terra

estadão.com.br, estadão.com.br

03 Setembro 2010 | 14h31

Nova pesquisa realizada com o Telescópio Espacial Spitzer revela que os asteroides da vizinhança da Terra têm uma surpreendente variedade de composições, diz nota divulgada pela Nasa, que compara os asteroides aos doces contidos numa "piñata".

 

Foram observados 100 asteroides conhecidos, um processo que revelou uma grande diversidade entre esses astros.

 

"Essas rochas estão nos ensinando a respeito dos lugares da onde vieram", disse, na nota, o principal autor do artigo científico que relata o levantamento, David Trilling, publicado no Astronomical Journal. "É como estudar os seixos na beira de um rio para aprender a respeito das montanhas da onde caíram".

 

Depois de quase seis anos de operação no espaço, em 2009 o Spitzer esgotou o líquido usado para resfriar seus detectores de luz infravermelha. Com isso, o telescópio entrou na chamada "fase quente" de sua missão - embora sua temperatura ainda seja de 30 Kelvin, ou cerca de -240º C.

 

Uma das metas da fase" quente" é inspecionar 700 objetos próximos da Terra, catalogando as características de cada um. Observando em infravermelho, o Spitzer complementa os dados obtidos com base em luz visível.

 

Por exemplo, luz visível não permite distinguir asteroides grandes e escuros de outros que sejam pequenos  e brilhantes, já que os dois tipos refletem a mesma quantia de luz. Os dados sobre infravermelho permitem ler a temperatura do objeto, o que ajuda a determinar detalhes sobre os asteroides.

 

Os dados obtidos até agora mostram que alguns dos menores objetos têm uma capacidade surpreendentemente alta de refletir luz. Como os asteroides tendem a escurecer com o tempo, a presença de superfícies brilhantes pode ser um sinal de relativa juventude.

 

A grande diversidade de características pode ainda indicar uma diversidade de origens. Alguns podem ter vindo do cinturão de rochas que existe entre Marte e Júpiter e outros, de regiões ainda mais distantes.

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