Divulgação/Science
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Temperatura dos oceanos pode ajudar a prevenir incêndios na América do Sul

Estudo da temperatura de superfície dos oceanos Pacífico e Atlântico pode ajudar a prever, com uma antecedência de três a cinco meses, a intensidade da temporada de incêndios

Efe

11 de novembro de 2011 | 10h05

WASHINGTON - A temperatura da superfície dos oceanos Pacífico e Atlântico pode ajudar a prever, com uma antecedência de três a cinco meses, a intensidade da temporada de incêndios na América do Sul, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira, 10, na revista Science.

 

Os Pesquisadores da Universidade da Califórnia e do Centro Goddard da Nasa asseguram que a descoberta tornará o trabalho das equipes de combate ao fogo mais eficiente.

 

Os autores do estudo afirmam que os incêndios florestais, antes pouco frequentes na região, transformaram-se nos últimos tempos numa grande ameaça para os seres humanos e a biodiversidade, principalmente no Brasil, Peru e Bolívia.

 

Segundo James Randerson, professor na Universidade da Califórnia e co-autor do estudo, "acredita-se que durante o século XXI a seca vai se intensificar e as florestas fiquem ainda mais vulneráveis".

 

Por isso, ele explica que é extremamente importante saber se um ano será marcado pela ocorrência de muitos incêndios. A pesquisa foi feita a partir das comparações de dados de satélite da Nasa com a temperatura da água e a duração dos incêndios florestais nos últimos dez anos na América do Sul.

 

O princípio é o mesmo dos furacões no Atlântico ou do El Niño, fenômenos que podem ser previstos pela temperatura do oceano. Os pesquisadores constatarem que mesmo alterações leves desencadearam grandes efeitos nas florestas tropicais.

 

Em 2010, os pesquisadores constaram que a temperatura da água aumentou, assim como a ocorrência dos incêndios. Agora, eles estão elaborando um modelo para a temporada de incêndios de 2012. 

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