Temporão anuncia recursos de R$ 658 mil a mais para São Paulo

Com o aumento, o gasto per capita em saúde no Estado vai subir de R$ 109,25 para R$ 125,27

Elizabeth Lopes, Agência Estado

09 de outubro de 2007 | 16h35

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou recursos adicionais de R$ 658 milhões ao ano para o setor da Saúde no Estado de São Paulo. Esses recursos serão destinados ao reajuste médio de 30% na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para cerca de mil procedimentos, e à ampliação do limite de gasto do chamado Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade.   "As necessidades de recursos para a saúde são sempre amplas, e vemos com bons olhos o reajuste da tabela do SUS porque vai beneficiar, sobretudo, as Santas Casas", disse o governador do Estado, José Serra.   Ele e o ministro, juntamente com o prefeito da Capital, Gilberto Kassab, e outras autoridades, participaram no início da tarde da cerimônia de entrega das obras de ampliação e modernização do Hospital Infantil Cândido Fontoura, no bairro da Água Rasa, na Zona Leste.   Segundo Temporão, o governo federal está aumentando em cerca de 23% o volume de recursos financeiros transferido a Estados e municípios para o custeio de internações, cirurgias, transplantes, tratamento de hemodiálise e procedimentos mais complexos. Este aumento, aliado ao reajuste da tabela do SUS, terá impacto de cerca de R$ 4 bilhões no orçamento do Ministério da Saúde no ano que vem.   Com o aumento destinado a São Paulo, o gasto per capita em saúde no Estado vai subir de R$ 109,25 para R$ 125,27.   Na avaliação do ministro, os novos recursos para São Paulo devem desafogar o setor de média e alta complexidade, que abrange de consultas especializadas a cirurgias cardíacas.   Dentre os reajustes dados aos procedimentos realizados no SUS, estão: reajuste de 202% na diária de acompanhante; aumento entre 60 a 70% nas diárias para UTI; reajuste de 10% no atendimento à insuficiência cardíaca; aumento de 27% no procedimento para parto normal; reajuste de 50% para a ecocardiografia; reajuste de 44,8% para a ultra-sonografia obstétrica; reajuste de 32,45% nas consultas médicas e aumento de 60,94% para o eletrocardiograma.

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