Temporão defende estratégia e adverte contra automedicação

Minsitro da Saúde diz que País tem remédios para tratar até 9 milhões de pessoas, se chegar a ser necessário

Agência Estado,

08 Maio 2009 | 14h49

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que é "até meio ridículo" querer usar máscara de proteção contra o vírus da gripe suína no Brasil.  Ele afirmou que "nada muda" na estratégia do governo. "Reitero que a situação é de absoluta tranquilidade. É evidente que o governo está preocupado, mas está trabalhando em cima dessa realidade e não existe nenhum fato que coloque qualquer situação de risco para a população", declarou.

 

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Temporão disse que a população deve se manter informada. Para ele, a confirmação de casos no País não muda nada na vida cotidiana das pessoas. "Todos os pacientes estão sendo acompanhados, monitorados e tratados, o sistema está alerta 24 horas. Nada muda na estratégia do governo. Vamos aguardar."

 

O ministro reafirmou que devem procurar o sistema de saúde apenas pessoas que viajaram para áreas consideradas de risco e apresentaram alguns dos sintomas ou pessoas que começaram a apresentar sintomas após contato íntimo com pessoas vieram de fora do País. "Está tudo sob controle", disse. "O pior que pode acontecer agora é a automedicação. O estoque (de medicamentos do governo) é suficiente para tratar 12.500 pessoas e, se necessário, 9 milhões a mais."

 

O Serviço de Epidemiologia e Avaliação do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - o Hospital do Fundão -, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, confirmou, nesta sexta, que um segundo paciente está internado e isolado no hospital com sintomas do vírus influenza A (H1N1), causador da gripe suína. Dos quatro casos de gripe suína confirmados ontem, pleo governo apenas um, o do Rio, ainda está internado.

 

Este segundo paciente carioca é amigo do jovem de 21 anos que contraiu a doença durante viagem ao México. "Um dos amigos apresenta sintomas de gripe, que não necessariamente é a gripe A. Ele não é suspeito porque não viajou. Foi uma medida nossa de extrema precaução", afirmou o chefe do órgão, Roberto Fiszman.

 

Boletim divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no início da tarde informa que 25 países têm casos confirmados da gripe a(H1N1), ou gripe suína, num total de 2.500 pacientes infectados e 46 mortes.

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