Temporão não descarta nova epidemia de dengue no Rio

Ministro quer que as prefeituras estejam preparadas para o pior cenário em caso de epidemia

Fabiana Cimieri, de O Estado de S. Paulo,

10 de novembro de 2008 | 17h56

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta segunda-feira, 10, que as prefeituras têm que estar preparadas para o pior cenário no caso de uma epidemia de dengue. "Caldo de galinha e prudência não fazem mal a ninguém. Se o pior não vier, ótimo. Mas se vier, temos que estar preparados para enfrentá-lo", afirmou Temporão, pouco antes de fazer uma palestra sobre a doença no encontro com 72 prefeitos eleitos no Estado do Rio em Petrópolis, na Região Serrana. Veja também:Especial: O avanço da dengue Dados reforçam risco de epidemia de dengue no Rio e Salvador Temporão e prefeitos eleitos do Rio discutem combate à dengue O ministro não descartou a possibilidade de uma nova epidemia no Rio, Estado que tem um dos piores índices de infestação pelo mosquito aedes aegypti, causador da doença. Ele discordou da opinião de alguns epidemiologistas que afirmam que dificilmente ocorrerá novos surtos nos mesmos locais do ano passado. "Essa é uma posição acadêmica muito perigosa, de que não é preciso fazer muita coisa porque o vírus já circulou muito. Esse é o erro que o Brasil cometeu o tempo todo, uma postura pragmática e meio cínica", criticou Temporão, acrescentando que irá trabalhar todos os anos independentemente de ter ou não epidemia, porque "só assim será possível controlar efetivamente ou erradicar a médio ou longo prazo essa doença."  O ministro fez um apelo aos prefeitos para que não haja descontinuidade de políticas de combate à doença em relação à gestão anterior e convocou os prefeitos eleitos a adotarem como primeira medida de governo uma grande campanha de mobilização para limpar a cidade, informar a população e envolver as escolas nesse movimento. "Esse ano, a grande estratégia é transformar a informação em ação", disse. O Ministério da Saúde irá divulgar em 20 de novembro o resultado do levantamento de índice de infestação coletados em 137 municípios. Temporão, no entanto, adiantou que as regiões com maior risco de epidemia estão em Belém, Manaus, Fortaleza, Salvador, Maceió, Sergipe, alguns municípios de São Paulo, como Ribeirão Preto e Santos, Baixada e Norte Fluminense no Estado do Rio e bairros das zonas norte e oeste da capital fluminense. O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, convocou para a próxima quinta-feira, 13, a primeira reunião do gabinete de gestão integrado composto pelas três esferas de governo no combate à dengue. O prefeito eleito Eduardo Paes, o futuro secretário municipal de Saúde do Rio, Hans Dohman, e todos os secretários de saúde do Estado participam do encontro, marcado para acontecer no Palácio Guanabara (sede do governo estadual). Dohman disse ter recebido nesta segunda-feira, 10, as primeiras informações da Prefeitura sobre o número de casos e as ações de prevenção realizadas durante o ano pela gestão do atual secretário, Jacob Kliegerman. "Acabei de receber os dados e só poderei tomar alguma ação efetiva depois de 1º de janeiro, quando assumir, mas já instalamos um comitê gestor para analisar essas informações e fazer as críticas que julgarmos necessárias", disse. Ampliada às 19h22

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