Tendas de hidratação para dengue já atenderam 30 mil no Rio

Mais de 130 mil pessoas foram contaminadas pelo vírus transmitido pelo mosquito 'Aedes aegypti' este ano

Talita Figueiredo, especial para o Estado,

14 de maio de 2008 | 20h05

Mais de 30 mil atendimentos a pacientes com dengue foram feitos em oito tendas de hidratação inauguradas pela Secretaria Estadual de Saúde no auge da epidemia, que matou pelo menos 106 pessoas desde 1º de janeiro. Mais de 130 mil pessoas foram contaminadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti este ano.   Desde a semana passada, a secretaria começou a desmobilizar o equipamento usado nas tendas e criado para ajudar no tratamento de doentes. "Ainda temos casos de dengue, principalmente na Baixada Fluminense e na zona oeste do Rio. Mas as tendas que estão sendo fechadas tiveram grande redução do atendimento", disse o secretário Sérgio Côrtes. Na terça-feira, 14, por causa de uma "pane no sistema", segundo a assessoria de imprensa do órgão, não foi feita a atualização semanal dos dados da doença no Estado.   A auxiliar de transportes Clotilde de Souza, de 42 anos, levou ontem o filho Marvin de Souza, de 16 anos, à tenda da Gávea (zona sul), que atende pacientes direcionados pelo vizinho Hospital Miguel Couto. O adolescente foi um dos últimos a ser atendido naquele centro de hidratação, fechado no início da noite. "Mesmo todo mundo dizendo que a dengue acabou, ainda tem gente contraindo a doença. Meu filho começou a ter os sintomas na quinta-feira (8) passada e sábado (10) fomos atendidos no Miguel Couto e encaminhados para tratamento na tenda, porque as plaquetas caíram um pouco. Viemos hoje (ontem) para fazer revisão", contou Clotilde, moradora de Copacabana (zona sul).   Na próxima segunda-feira, 19, o centro de hidratação da Penha ser desativado, mas a estrutura não será desmontada, já que o espaço passará a ser administrado pelo Hospital Estadual Getúlio Vargas (ao lado da tenda) e vai funcionar como apoio ao Serviço de Pronto-Atendimento (SPA). Segundo Côrtes, as tendas serão fechadas ao poucos. "As pessoas continuarão tendo esse tipo de atendimento, porque os hospitais vão encaminhar os pacientes para aquelas que permanecerem abertas. A nossa tranqüilidade hoje é dizer que conseguimos organizar o sistema de saúde levando pacientes que ficavam às vezes oito horas em filas sem atendimento, para tendas onde eram tratados rapidamente", comemorou Côrtes.   Desde 24 de março, a Secretaria de Saúde instalou 17 tendas de hidratação - sendo três deles hospitais de campanha das Forças Armadas, um em parceria com o governo federal e cinco em parceria com as secretarias municipais de cidades da Baixada e Região Metropolitana. Oito são administradas exclusivamente pelo governo estadual.

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