KAROL VENÂNCIO / ESTADÃO
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Terapias e fono saem por R$ 5 mil, relata mãe de filho autista

Aos 4 anos, o menino Miguel Ferreira vai à escola pela manhã e à tarde, de segunda à quinta, faz de duas a três horas de terapias para tentar lidar com as limitações do autismo

Fabiana Cambricoli, O Estado de São Paulo

25 Março 2018 | 03h00

Aos 4 anos, Miguel já tem a agenda cheia. Pela manhã, vai à escola; à tarde, de segunda à quinta, faz de duas a três horas de terapias diversas para tentar lidar com as limitações do autismo.

A mãe se divide entre os cuidados com o menino e com os outros dois filhos, de 3 e 8 anos. “Conciliar as necessidades dos três é muito difícil porque o autismo acaba invadindo todo o espaço. E, como a gente sabe que o ganho é maior com terapia precoce e constante, não podemos abrir mão desse esforço”, diz Débora Espinosa Ferreira, de 36 anos, mãe de Miguel.

Diagnosticado há pouco mais de um ano, o garoto já apresenta evolução na interação social e na comunicação verbal, mas os desafios, diz a mãe, ainda são grandes. “Ele interage um pouco, mas muito aquém das outras crianças. O contato visual é fraco, e ele tem movimentos repetitivos”, conta Débora, que destaca as dificuldades financeiras em manter o tratamento.

“As terapias comportamentais e a fonoaudiologia não saem por menos de R$ 5 mil por mês. É totalmente fora da nossa realidade. Só conseguimos oferecer isso ao Miguel porque entramos com uma ação na Justiça contra o plano de saúde”, relata ela, que trata com cautela a possibilidade de novos tratamentos. 

“Se for um medicamento descoberto em pesquisa feita por uma instituição de renome e com evidência científica, eu aceitaria usar, mas acho difícil ser algo para essa geração”, lamenta a mãe. 

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