Prefeitura de Araçatuba/Divulgação
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Terceira morte por leishmaniose visceral causa preocupação em Araçatuba

Número de mortes neste ano na cidade já é igual ao registrado em todo o ano passado

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2019 | 20h52
Atualizado 05 de julho de 2019 | 22h40

Correções: 05/07/2019 | 22h40

SOROCABA - A prefeitura de Araçatuba, no interior de São Paulo, confirmou nesta quarta-feira, 3, a terceira morte por leishmaniose visceral no município. A vítima, um homem de 49 anos, morava no bairro Hilda Mandarino, na zona leste da cidade. A Secretaria da Saúde, por meio do Centro de Zoonoses, está fazendo bloqueios na região para evitar novos casos e controlar a população do mosquito palha, que transmite a doença.

O número de mortes neste ano na cidade já é igual ao registrado em todo o ano passado e causa preocupação. A prefeitura abriu cinco ecopontos e está mobilizando a população para recolher entulhos e lixo.

Os cães estão sendo vacinados contra a leishmaniose visceral canina. Também é feita a análise do sangue desses animais e aqueles já infectados são recolhidos pela Zoonoses. Os cães infectados funcionam como depositários dos protozoários causadores da doença.

Em todo o Estado de São Paulo, até o dia 10 de abril, tinham sido registrados 13 casos e duas mortes por leishmaniose visceral - as outras duas mortes aconteceram depois dessa data e ainda não tinham sido contabilizadas. Um dos óbitos aconteceu em Castilho, também na região de Araçatuba.     

Conforme a Secretaria da Saúde do Estado, as ações de combate e prevenção relacionadas às zoonoses, como a leishmaniose, competem aos municípios. Ainda segundo a pasta, a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) apoia as prefeituras em capacitações e ações. No ano passado, o Estado registrou 9 mortes por leishmaniose visceral.

Correções
05/07/2019 | 22h40

Diferente do que foi informado pela assessoria de imprensa da prefeitura de Araçatuba, o Centro de Zoonoses não faz a vacinação gratuita de cães em casos de leishmaniose. De acordo com a diretora do CZ, Célia Taiacol, o bloqueio dos casos é feito com a coleta de sangue dos animais e manejo ambiental nas residências.
 

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