Testes dão negativos para H5N1 no Canadá

O medo de gripe aviária que rondava oito granjas em quarentena na cidade canadense de Quebec, desde que patos foram importados da França, último país atingido pela doença na Europa, não tem fundamento, afirmou a Agência de Inspeção Alimentar do Canadá (CFIA), de acordo com uma reportagem do jornal Can West News Service. A agência disse que uma segunda rodada de exames feita nas granjas para a variedade altamente contagiosa H5N1 deu negativa para a doença. "A conclusão é que não há vírus da gripe aviária circulando em qualquer granja sob quarentena", disse Doug Steadman, diretor-executivo do departamento de produto animal da agência. "Esses animais estão perfeitamente saudáveis e não esperávamos encontrar nada." A quarentena de 28 dias imposta sobre o frango importado poderá ser retirada ainda hoje, de acordo com o jornal canadense. As autoridades não revelarão os locais das granjas, apenas que estão em várias partes da província. Steadman acrescentou que as aves chegaram à Quebec antes de a gripe aviária ser descoberta no leste da França. Os testes foram feitos pelo Centro de Saúde Animal, em Winnipeg, como medida de precaução. A França registrou mais 11 novos casos da variedade letal H5N1 da gripe aviária em aves silvestres na quinta-feira em uma região já atingida pelo vírus. Exames laboratoriais detectaram o H5N1 numa garça, num pato e em nove cisnes, trazendo o número total de casos na região francesa de Ain, no sudeste do país, para 29, informou o Ministério da Agricultura em um comunicado. Na sexta-feira passada, o Canadá se juntou aos Estados Unidos e ao Japão na proibição das importações de frango francês. Ainda, a Federação dos Criadores de Frangos de Quebec, que não inclui criadores de patos, afirmou na reportagem não ter notado qualquer mudança nos consumidores devido às notícias recentes do vírus.

Agencia Estado,

03 de março de 2006 | 13h31

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