Testes de novo tratamento para Alzheimer são modificados

Altas dosagens do remédio bapineuzumab levavam a risco de inflamação cerebral por retenção de água

AP,

02 Abril 2009 | 17h30

Os desenvolvedores de um novo tratamento experimental para o mal de Alzheimer, Elan Corp. e Wyeth, anunciaram nesta quinta-feira, 2, que interromperam os testes com altas dosagens porque pacientes que participaram do experimento sofreram de alto risco de inflamação cerebral por retenção de água.

 

As companhias disseram que o revés não irá afetar os testes avançados que estão sendo realizados para conseguir a aprovação do bapineuzumab, medicamento desenvolvido para combater o Alzheimer, uma doença incurável que destrói o cérebro.

 

O presidente da Elan, Carlos Paya, disse que um Comitê Independente de Segurança que supervisionava os testes detectou altos níveis de edemas cerebrais - tecido cerebral acumulando água - em pacientes que participavam dos testes e tomavam as doses mais altas, de 2 miligramas. Ele disse que o comitê não encontrou riscos para a saúde dos pacientes que tomavam doses menores do bapineuzumab.

 

A Elan disse que diversos pacientes que estavam recebendo as doses mais altas serão retirados dos testes ou passarão a receber doses menores. A empresa afirmou que o problema foi detectado através de tomografias.

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