Testes sindrômicos aceleram diagnósticos de infecções
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Testes sindrômicos aceleram diagnósticos de infecções

Em aproximadamente 1 hora, painéis pesquisam uma ampla gama de vírus, bactérias e leveduras e identificam os patógenos causadores de infecções respiratórias, pneumonias, meningites e gastroenterites

BioMérieux, Media Lab Estadão
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04 de dezembro de 2020 | 09h40

A dificuldade em fechar um diagnóstico de doenças infecciosas diante de sintomas como febre, diarreia, tosse e dor de cabeça pode colocar vidas em risco ou levar a hospitalizações e tratamentos desnecessários. Num cenário de pandemia, ganha ainda mais urgência identificar rapidamente os vírus, bactérias e fungos específicos para auxiliar no monitoramento do paciente e de seus contatos, assim como na tomada de decisão sobre o tratamento.

Nesse contexto, ganha destaque a tecnologia de testes sindrômicos, que, por meio de biologia molecular, detectam simultaneamente, em menos de uma hora, vários micro-organismos. No painel respiratório, por exemplo, são analisados 22 patógenos, entre eles o H1N1 e o novo coronavírus.

Para explicar o que são esses exames e a importância deles, o Media Lab Estadão promoveu o Diálogos Estadão Think – Testes Sindrômicos: O que Você Precisa Saber, patrocinado pela BioMérieux, empresa líder na área de diagnóstico in vitro, com moderação da jornalista Rita Lisauskas.

“No campo das doenças infecciosas, podemos dizer que estamos finalmente entrando no século 21 no que diz respeito ao diagnóstico”, disse o infectologista Alberto Chebabo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Isso porque as tecnologias de biologia molecular usadas até então exigiam complexas estruturas laboratoriais e apresentavam custo às vezes proibitivos. “Com os testes sindrômicos, tudo é feito em um dispositivo do tamanho de um videogame, num processo totalmente automatizado”, comparou o patologista Gustavo Bruniera, coordenador de Serviço de Líquor do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. “O operador coloca uma única amostra, e o equipamento faz todo o processamento, dando o resultado em uma hora”, descreveu.

Ao usar o material genético dos micro-organismos nas análises, os painéis sindrômicos conseguem detectar com precisão, dentre dezenas de possibilidades, qual é o agente causador da infecção. “A acurácia desses testes é de 99%”, contou Alvaro Pulchinelli, diretor científico da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial.

Os especialistas foram unânimes: essa resposta rápida é crucial para chegar ao tratamento mais certeiro. A pediatra Graziela Sukys, vice-presidente do Departamento de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo, destacou outra vantagem: a redução do uso de antibióticos sem necessidade. “As infecções respiratórias em crianças, em 50% dos casos, têm origem viral. Saber disso o quanto antes reduz a administração desnecessária desses medicamentos”, justificou. Bruniera completou explicando que, em quadros de meningite, a análise do líquor pelo teste sindrômico faz uma varredura em 14 micro-organismos de uma só vez. Assim, o resultado rápido e amplo ajuda na tomada de decisão entre internar ou não e administrar ou não antibióticos ou antivirais.

“Nas infecções intestinais, em que uma ampla gama de fatores pode ser responsável por diarreias e outras complicações, a agilidade no diagnóstico pode fazer diferença entre a vida e a morte, sobretudo em idosos, crianças pequenas e pessoas com o sistema imunológico fragilizado”, ressaltou Chebabo. “O que antes necessitava de vários exames e dias para obter o resultado, hoje em poucas horas se consegue saber o patógeno responsável e instituir o tratamento”, concluiu.

O impacto nos custos de saúde

Não bastassem os ganhos para o paciente e a melhora na prática clínica para os médicos, a disseminação dos testes sindrômicos tem potencial para colaborar com a sustentabilidade do sistema de saúde como um todo.

Alberto Chebabo contextualizou explicando que a principal causa de hospitalização no Brasil é a pneumonia, que, quando evolui para quadros mais graves, eleva muito os custos das diárias nas UTIs, dos respiradores e outros equipamentos. Por isso, ao identificar rapidamente o micro-organismo por trás da doença e auxiliar na tomada de medidas terapêuticas, o painel sindrômico propicia a redução em dias de internação e colabora para uma queda considerável nos gastos hospitalares.

De acordo com Alvaro Pulchinelli, a utilização dessa tecnologia pode representar uma economia considerável para o sistema de saúde – lembrando que o acerto do esquema terapêutico diminui também o uso empírico de medicamentos. “Em casos de meningite, como o risco de sequelas no tipo bacteriano é muito alto, enquanto se espera o resultado de exames convencionais, o médico acaba prescrevendo antibióticos e antivirais”, relatou Alberto Chebabo. “E os valores de um dia de uso desnecessário de antibióticos cobrem muitas vezes o custo desses testes”, completou Pulchinelli. Não menos importante, ao promover o uso adequado desses medicamentos, o teste sindrômico ajuda a reduzir a ameaça de resistência bacteriana e o surgimento das chamadas superbactérias.

Disponível para ser implementada, a tecnologia sindrômica ocupa pouco espaço e demanda treinamento rápido para sua operação. E mais: tem capacidade de levar a qualquer região do País a excelência diagnóstica dos exames moleculares, hoje privilégio dos grandes centros.

Diante de tantas vantagens, pontuou Alvaro Pulchinelli, a ideia agora é trabalhar pela ampliação do acesso a esses testes. Por isso estão em andamento os trâmites para que eles sejam incorporados tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nas coberturas dos planos de saúde.

Assista o vídeo do debate "Testes Sindrômicos: O que você precisa saber?"


 

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