Texas reforça monitoramento de pessoas contra ebola

As autoridades de saúde do Texas, epicentro do risco de ebola nos Estados Unidos, adotaram medidas mais restritivas no monitoramento de pessoas expostas ao vírus. A maioria delas são profissionais de saúde que trataram do primeiro paciente da doença tratado no país, Thomas Eric Duncan.

Estadão Conteúdo

17 Outubro 2014 | 09h22

Os funcionários do hospital de Dallas foram obrigados a assinar documentos com valor legal, nos quais se comprometem a não irem a lugares e nem utilizar transportes públicos. Não foram reveladas as sanções impostas às pessoas que quebrarem o acordo. A decisão foi tomada após duas enfermeiras que trataram Duncan serem diagnosticadas com o ebola, sendo que uma delas chegou a viajar entre Dallas e Cleveland, em Ohio, antes de descobrir que foi contaminada.

Autoridades informaram nesta sexta-feira que uma profissional de saúde que trabalhou com materiais de laboratório de Duncan está em um cruzeiro no Caribe e se mantém em quarentena. A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, afirmou que ela não tem sinais da doença e será levada aos Estados Unidos antes do fim da viagem. Psaki ressaltou ainda que quando a funcionária viajou, o governo pedia apenas que os profissionais observassem o desenvolvimento de possíveis sintomas e, portanto, ela poderia sair do Texas.

As medidas de monitoramento individual foram estendidas para as pessoas que tomaram o voo de ida da enfermeira Amber Vinson a Cleveland. Antes, somente os passageiros do voo de retorno a Dallas deveriam ficar atentos e alertar autoridades caso desenvolvessem algum dos sintomas. Um outro grupo também foi incluído no monitoramento: os atendentes de uma loja de noivas que Amber visitou no último sábado. Fonte: Associated Press.

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