Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Tire suas dúvidas sobre sintomas da síndrome dos ovários policísticos

65% das paulistanas desconhecem o problema que pode causar aparecimento de acnes e dificuldade para engravidar

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2015 | 08h00

SÃO PAULO - O aparecimento de acnes fora do período da adolescência pode ser o sinal de um problema que causa alterações no ciclo menstrual e pode levar à infertilidade: a síndrome dos ovários policísticos. Com sintomas que afetam principalmente a aparência feminina, como o aumento de pelos no corpo e acúmulo de gordura abdominal, o distúrbio nem sempre é identificado pelas mulheres.

Entenda o problema:

1. O que é a síndrome do ovário policístico?

É um conjunto de sintomas causado por alterações hormonais caracterizado pela presença de cistos nos ovários. Os ovários ficam aumentados e podem conter mais de dez pequenos cistos.

2. Quais são os sintomas?

Segundo o ginecologista Ricardo Luba, os principais são a presença de acne, aumento de peso e acúmulo de gordura abdominal, menstruação irregular e calvície. Outro sintoma é o hirsutismo, o aumento de pelos na região do peito, da mandíbula, do bigode e nas axilas, causado pelo excesso de testosterona no organismo. As mulheres costumam ter, ao menos, três desses sintomas quando apresentam a síndrome.

3. Como saber se a acne está relacionada a um desequilíbrio hormonal?

Se o problema persistir após um tratamento dermatológico, usando pomadas ou sabonetes específicos, o ideal é fazer um acompanhamento com um ginecologista para verificar a situação dos hormônios sexuais. A mulher deve ir, no mínimo, uma vez por ano ao profissional.

4. Quais as consequências da síndrome?

Além dos aspectos físicos, a mulher passa a ter dificuldades para engravidar, pois não produz hormônios suficientes para o processo de ovulação.

5. Como funciona o tratamento?

Embora muitas mulheres busquem especialistas para solucionar os sintomas estéticos, por meio de depilação a laser e de tratamentos para a pele, a indicação dos especialistas é buscar um profissional para tratar o desequilíbrio hormonal. “Se a mulher tem a síndrome e não quer engravidar, o tratamento de eleição é a pílula anticoncepcional. Ela vai continuar infértil, mas não vai ter os sintomas. Quando ela decidir planejar a família, basta interromper o anticoncepcional e tomar medicações que vão induzir a ovulação para que ela possa engravidar”, diz Afonso Nazário, chefe do Departamento de Ginecologia da Unifesp.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.