Tomar decisões racionais é mais difícil depois dos 65 anos

Dinheiro, saúde e política são áreas afetadas por escolhas erradas, indica estudo internacional com 135 pessoas

30 de setembro de 2013 | 17h06

O envelhecimento afeta a capacidade de fazer escolhas racionais, de acordo com um estudo publicado hoje na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

Foram analisadas 135 pessoas, com idade entre 12 e 90 anos. O objetivo era analisar a consistência das escolhas e as preferências de cada um diante de riscos conhecidos e desconhecidos. A investigação foi coordenada pela Universidade de Sydney, na Austrália, em parceria com as universidades Yale e de Nova York, nos EUA.

De acordo com os autores, idosos com 65 anos ou mais, inclusive os saudáveis, tomaram decisões "inconsistentes" em comparação a voluntários mais jovens, revelando uma perda nessa habilidade cognitiva  de forma semelhante a outros declínios funcionais relacionados à idade avançada.

Estudando como os idosos avaliam os riscos na hora de fazer escolhas, os pesquisadores identificaram um comportamento semelhante ao dos adolescentes. Assim, o trabalho propõe a existência de uma espécie de curva em formato de U invertido ao longo da vida das pessoas: os riscos são ignorados no início, levados em conta na idade adulta, e retornam ao primeiro estágio na terceira idade.

Segundo os autores, as decisões pouco racionais estavam relacionadas ao dinheiro, à saúde e à política. Por isso, idosos costumam assumir empréstimos com taxas de juros mais altas, podem falhar ao escolher planos de saúde adequados e estariam mais sujeitos a erros em votações.

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