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Tomografia é o melhor método para detectar 'mulas' de droga, diz estudo

Tomografias mostraram-se muito superiores na detecção de drogas contrabandeadas do que raios X

Associated Press, AP

01 Dezembro 2010 | 15h11

O melhor meio de descobrir drogas ilegais que os traficantes, ou "mulas", escondem nos próprios corpos é a mesma tecnologia de tomografia computadorizada comumente usada para detectar tumores, diz um estudo realizado por pesquisadores suíços.

 

Tomografias mostraram-se muito superiores na detecção de drogas contrabandeadas do que raios X. Mas os tomógrafos e o sistema de processamento de imagem são caros demais para o uso rotineiro na caça aos contrabandistas, dizem especialistas.

 

No estudo, todos os 18 exames de tomografia feitos em contrabandistas detectaram corretamente os pacotes de droga que as "mulas" haviam engolido ou ocultado em cavidades do corpo. Houve apenas uma falha: um inocente foi erroneamente identificado como traficante.

 

Em comparação, os raios X convencionais detectaram drogas corretamente em 21 casos, mas deixaram passar nove "mulas" carregadas. Os raios X também acusaram inocentes seis vezes. Um tipo de radiografia de corpo inteiro se saiu melhor, mas ainda assim ficou abaixo da tomografia.

 

Os raios X custam menos que os tomógrafos, mas também tendem a dar leituras falsas, disse Patricia Flach, principal autora do estudo. Ela é radiologista forense do Hospital Universitário de Berna.

 

"Em raios X comuns, estruturas sobrepostas, gases intestinais e fezes muitas vezes disfarçam pacotes intestinais, causando falsos positivos e falsos negativos", disse ela.

 

A pesquisa está sendo apresentada nesta quarta-feira, na reunião anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte, em Chicago (EUA).

 

O estudo envolveu 50 supostas" mulas" levadas ao hospital pela polícia ao longo de três anos, ou que se apresentaram voluntariamente por terem desenvolvido sintomas de vazamento da droga. Algumas passaram por tomografia, outras por raios X e outras ainda por ambos os sintomas.

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