Tomografias reduzem mortes por câncer de pulmão, diz estudo

Exames ajudam a detectar a doença nos estágios iniciais e reduzem o risco de vida em 20%

REUTERS, REUTERS

04 Novembro 2010 | 15h33

Um exame chamado tomografia computadorizada espiral reduz as mortes por câncer de pulmão em 20%, informam pesquisadores, numa descoberta que valida a polêmica teoria de que exames podem salvar vidas.

 

As tomografias de baixa dosagem, um tipo de radiografia que fornece uma imagem mais completa do pulmão, aparentemente ajuda a detectar os tumores mais cedo, antes que se espalhem, disse uma equipe patrocinada pelo Instituto Nacional de Câncer dos EUA.

 

O levantamento de mais de 53.000 fumantes e ex-fumantes mostrou que as tomografias funcionam melhor que uma radiografia comum do peito na detecção de tumores.

 

Críticos do exame dizem que os fumantes podem não se sentir motivados a parar de fumar se acreditarem que um exame poderá salvá-los caso tenham câncer.

 

Os fumantes de meia-idade e idosos foram examinados ou com três tomografias espirais em um ano ou com uma radiografia anual, a partir de agosto de 2002. Foram acompanhados por cinco anos.

 

Até outubro, 354 pessoas que passaram por tomografia haviam morrido de câncer de pulmão, comparado com 442 que fizeram radiografia. Isso dá um risco 20,3% menor de morrer para o grupo que fez tomografia na comparação com o da radiografia.

 

Em 2006, a médica Claudia Henschke causou polêmica ao publicar um estudo afirmando que 80% das mortes por câncer de pulmão poderiam ser evitadas com o uso disseminado da tomografia espiral.

 

Suas ideias já eram controversas logo de início, e o trabalho caiu em descrédito quando foi revelado que havia sido financiado pela indústria do tabaco.

 

"Esta é a primeira vez em que vemos evidência clara de uma redução significativa da mortalidade por câncer de pulmão com um exame de triagem num estudo aleatório com controles", disse Christine Berg, do Instituto Nacional de Câncer.

 

A médica Denise Aberle, que encabeçou o estudo, disse que o trabalho dá "prova objetiva" de que o exame pode beneficiar pessoas mais velhas em grupos de alto risco, mas acrescentou que as melhores formas de evitar câncer de pulmão ainda são "nunca começar a fumar, e se for fumante, parar de vez".

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