Total de casos de gripe suína no mundo chega a 90 mil

Maioria dos casos é leve e nem chega a ser diagnosticada, dizem especialistas; Inglaterra registra morte

Associated Press,

03 Julho 2009 | 13h54

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira, 3, que o número de casos oficialmente confirmados da gripe suína, causada pelo vírus H1N1, é de 89.921. O organismo internacional diz que 12.720 novos casos foram registrados desde quarta-feira, 1º, cerca de metade deles nos Estados Unidos.

 

A OMS diz que Reino Unido, Chile, México e Filipinas também tiveram um grande número de novos casos.

Especialistas afirmam que o total confirmado pela OMS fica muito abaixo do número de infecções real, porque muitas contaminações pelo H1N1 são tão suaves que nem chegam a ser diagnosticadas.

A OMS está trabalhando em um modelo matemático para estimar o número real de infecções. O total de mortes passou de 50 para 382.

 

 

ARGENTINA

 

O ministro de Saúde da Argentina, Juan Manzur, reconheceu nesta quinta-feira, 2, que faltam medicamentos e insumos para enfrentar a gripe suína no país, porém anunciou que "dentro de 36 horas ou 48 horas os remédios chegarão ao interior e às farmácias".

 

O ministro disse que o governo está seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde, mas não confirmou as versões da imprensa e de especialistas de que haveria mais de 50 mortes provocadas pela gripe no país. "É verdade que foram registradas 44 (mortes), e há outros casos sobre os quais estamos esperando as análises para confirmar se eram portadores do vírus", afirmou, sem divulgar números.

 

Manzur não descartou a possibilidade de determinar o fechamento dos locais públicos do país. "Tomamos uma série de medidas e precisamos esperar de 48 a 72 horas para ver a evolução. Se for necessário, adotaremos medidas mais drásticas", disse. Uma medida extrema como o fechamento dos lugares públicos, a exemplo do que ocorreu no México, poderia causar um prejuízo diário ao país da ordem de US$ 500 milhões, equivalente a 50% do Produto Interno Bruto, segundo informou o jornal El Cronista.

JAPÃO

 

O Ministério da Saúde japonês confirmou ter detectado, pela primeira vez, uma mutação genética da gripe suína resistente ao antiviral Tamiflu, em uma paciente infectada em maio, informou a agência local Kyodo.

 

A paciente, de aproximadamente 40 anos, começou a se recuperar com outro tratamento antiviral, conhecido como Relenza, e não apresentava melhorias com o Tamiflu, medicamento que a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou para o combate à epidemia da gripe.

 

As autoridades da saúde japonesas asseguraram que não existe risco de que a nova mutação do vírus se estenda, e não a considera "uma ameaça à saúde pública, já que não foi detectada transmissão no entorno da paciente".

 

INGLATERRA

 

Um jovem de 19 anos foi confirmado nesta sexta-feira como a primeira vítima da gripe suína na capital da Grã-Bretanha, Londres.

O homem, que morava no sul da cidade, tinha um histórico de problemas de saúde e morreu no hospital do bairro de Lewisham. As autoridades não devem divulgar mais informações sobre a vítima.

 

A morte do jovem é o quarto caso fatal de gripe suína no país.

 

O médico Simon Tanner, responsável do sistema público de saúde (NHS) para a capital britânica, disse que Londres registrou um "pico" de casos da gripe na semana passada, quando os números subiram "todos os dias".

 

A capital já é a segunda região mais afetada no país, com mais de 1,9 mil casos, atrás apenas de West Midlands, no oeste da Inglaterra, que registra mais de 2,5 mil casos.

 

BRASIL

 

O Ministério da Saúde havia informado, em seu boletim de quinta-feira, 2, que foram confirmados 14 novos casos de gripe suína no Brasil,  elevando para 694 o total de infectados no País. Dos novos pacientes, o maior número de casos foi registrado no estado do Rio Grande do Sul (5), seguido de São Paulo (4), Minas Gerais (3), Maranhão (1) e Rio de Janeiro (1).

 

(com Marina Guimarães, da Agência Estado, e BBC Brasil)

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