Bruno Kelly/ Reuters
Bruno Kelly/ Reuters

Brasil registra 1.452 mortes pela covid-19 em 24 horas, maior balanço diário desde julho

No total, são mais de 236 mil óbitos e 9,7 milhões de pessoas contaminadas; presidente diz que 'não adianta ficar em casa chorando'

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2021 | 20h02

A média móvel de mortes pela covid-19 ficou em 1.073 nesta quinta-feira, 11. Esse cálculo representa um balanço dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana,Nas últimas 24 horas foram registrados 1.452 novos óbitos e 53.993 casos. Esse é o maior balanço diário de mortes desde julho, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

No total são 236.397 mortes registradas e 9.716.298 pessoas contaminadas no Brasil, segundo o balanço mais recente do consórcio formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, que coleta dados de 27 secretarias estaduais de Saúde. Também nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro disse que "não adianta ficar em casa chorando" e defendeu volta ao trabalho para não parar a economia. 

A alta de óbitos ocorre no momento em que o governo tenta acelerar o ritmo da vacinação e várias regiões do País sofrem com o recrudescimento da pandemia, como em Manaus, onde hospitais chegaram a entrar em colapso por falta de oxigênio em janeiro e pacientes morrem à espera de UTIs. A crise no Amazonas motivou até uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. 

Em audiência no Senado nesta quinta-feira, 11, Pazuello negou omissão em Manaus e alegou que foi inesperada a recente alto de infecções. "Pensávamos, e tínhamos observação técnica em cima de tudo o que vinha acontecendo ocorrendo no Brasil e no mundo, que no segundo semestre de 2020, vimos uma estabilidade clara de queda, de contágios e de óbitos no País, principalmente na Região Norte." 

O governo federal, porém, vinha minimizando o aumento de casos da doença no fim do ano. O presidente Jair Bolsonaro chegou a elogiar protestos na capital amazonense que levaram o governo estadual a recuar de restrições de circulação e ao comércio, semanas antes do colapso.  "Sei que a vida não tem preço. Mas não precisa ficar com esse pavor todo", disse o presidente, em 28 de dezembro. 

Desde o começo de 2021, também preocupa a circulação de mutações do novo coronavírus. Além das variantes britânica e sul-africana, foi identificada uma cepa em Manaus, que pesquisadores acreditam ser mais contagiosa. O Brasil, porém, falha no rastreamento desse novo tipo de Sars-CoV-2 pelo País. 

Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 54.742 novos casos e mais 1.351 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 9.713.909 pessoas infectadas e 236.201 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

Consórcio dos veículos de imprensa

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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