Trabalhadores americanos usam menos metanfetamina

Estudos mostram que menos laboratórios estão produzindo a droga; DEA divulga ações para reprimir o tráfico

Associated Press

12 de março de 2008 | 04h39

Nos Estados Unidos o uso contínuo de metanfetamina diminuiu desde o ano passado, quando o governo decidiu cortar, como medida punitiva, precursores químicos usados para confeccionar a droga ilegal.   O número de trabalhadores que mostrou consumir a metanfetamina, em testes, foi de 22 por cento no último ano, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira, 12, pela Quest Diagnostics Inc., uma companhia de testes de drogas norte-americana, fixada em New Jersey.   Ao mesmo tempo, a Força Administrativa de Narcóticos (DEA) publicou uma reportagem mostrando que chegaram a 31% o número de laboratórios ilegais da meta confiscados, passando de 7.347 para 5.080. O diretor de polícia de drogas da Casa Branca, John Walters, disse que leis restringem a venda de remédios que contenham pseudoefedrinas, um ingrediente chave usado para elaborar a metanfetamina. Além disso, operações tentam impedir o tráfico vindo do México, que abastece metade do mercado de metanfetamina.   Nas pesquisas, a Quest também encontrou cocaína usada em geral por 19 por cento da força de trabalho em 2007, o ano que apresentou maior declínio em uma década. Os números são baseados em resultados de mais de 8,4 milhões de testes de drogas feitos por empregados.     Substituição   Enquanto o uso da metanfetamina cai, a Quest aponta nos estudos que os testes para anfetaminas menos potentes aumentou cinco por cento no mesmo período. O pesquisador da Quest, Barry Sample, diz que o aumento na anfetamina sugere que alguns trabalhadores podem estar substituindo uma droga estimulante por outra.   Como o número de laboratórios de metanfetamina começa a diminuir nos Estados Unidos, eles podem estar sendo substituídos por "superlaboratórios" do México e da fronteira entre México e Estados Unidos.   A representante da DEA Michele Leonhart disse as interdições constantes dos Estados Unidos para com o governo Mexicano para reduzir a importação de pseudoefredina para dentro do país, tem ajudado a cortar o tráfico de meta através da fronteira.

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