Transgenia colore neurônios e mostra circuitos do cérebro

Técnica faz com que neurônios produzam proteínas fluorescentes, diferenciando-se uns dos outros

31 de outubro de 2007 | 16h35

Novas técnicas de manipulação genética permitiram que uma equipe de cientistas dos Estados Unidos colorissem centenas de neurônios individuais no cérebro de ratos, para observar mais detalhadamente a arquitetura dos circuitos cerebrais.   O processo, batizado de "Brainbow" (união das palavras "brain", "cérebro", e "rainbow", "arco-íris"), permite usar noventa cores diferentes e é apresentado em artigo na edição desta semana da revista científica Nature.   Os pesquisadores liderados por Jeff W. Lichtman, da Universidade Harvard, comparam o "Brainbow" a uma "versão tecnicolor" do método de tintura de  Camilo Golgi, que recebeu um prêmio Nobel por sua criação em 1906, juntamente com o espanhol Santiago Ramón y Cajal.   O método Golgi permite, por meio da aplicação de nitrato de prata, o mapeamento de pequenos grupos de neurônios. Já o "Brainbow" usa manipulação genética para fazer com que os neurônios assumam cores próprias, a partir da expressão de proteínas fluorescentes, e dessa forma colore neurônios individualmente.

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