Transplantes de órgãos crescem 24,3% no Brasil, diz ministério

No caso de coração e pulmão, houve queda, de 2% e 15%, respectivamente, por impeditivos no uso dos órgãos

25 Setembro 2009 | 16h25

Os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o número de transplantes de órgãos realizados em todo o País, com doador falecido, subiu 24,3% no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008. Entre janeiro e junho de 2009, foram feitos 2099 transplantes de órgãos. Em 2008, no mesmo período, foram 1688. Nesse mesmo intervalo, houve crescimento nacional da quantidade de transplantes de rim de 30,28%. O transplante de fígado aumentou 23,17%.

 

A quantidade de transplantes de córneas realizados caiu porcentualmente porque alguns Estados, como São Paulo e Mato Grosso do Sul, conseguiram zerar a lista de espera para córnea e, dessa forma, diminuíram a demanda reprimida de pacientes. Assim, reduziu-se a quantidade de transplantes. Segundo o governo, isso não significa que não há pessoas esperando, já que as inscrições são constantes, mas os pacientes conseguem receber suas córneas com tempo de espera de, aproximadamente, um mês.

 

No caso de coração e de pulmão, houve queda, de 2% e 15%, respectivamente. O ministério atribui a redução a "impeditivos", como o tempo de isquemia e as condições do doador. Estatísticas internacionais estimam que a chance de utilização dos órgãos de cada doador é em torno de 70% a 80% para os rins e fígado; de 20% para o coração e de 15% para os pulmões.

 

A lista de espera por um transplante no Brasil diminuiu 1% entre dezembro de 2008 e julho deste ano, quando 63,8 mil pessoas aguardavam por um transplante no País. No fim do ano passado, era de 64,4 mil pessoas.

 

Para ampliar ainda mais essas estatísticas e sensibilizar a população para a importância de informar os familiares e amigos sobre a intenção de ser doador, o Ministério da Saúde lança, neste domingo,27, a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos.

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