Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Transporte público no Rio terá restrições a partir deste sábado

Só poderão embarcar nos transportes públicos trabalhadores de setores definidos como essenciais; aplicativos como uber serão proibidos

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 22h34

RIO - A partir de sábado (21), quem quiser viajar entre o município do Rio e a região metropolitana terá de usar carro particular, trens ou barcas. Ônibus e aplicativos como Uber estarão proibidos. Trens e barcas vão operar com restrições definidas pelo governo do Estado.

Oito estações da SuperVia serão fechadas, nos ramais Japeri (estações Presidente Juscelino e Olinda), Belford Roxo (Coelho da Rocha, Agostinho Porto e Vila Rosali) e Saracuruna (Jardim Primavera, Campos Elíseos e Corte 8). No sistema aquaviário, será interrompida a operação nas estações de Charitas (Niterói) e Cocotá (Ilha do Governador).

Só poderão embarcar nos transportes públicos trabalhadores de setores definidos como essenciais, como saúde e respectivos serviços de apoio; segurança pública e respectivos serviços de apoio; trabalhadores em farmácias, mercados, transporte de cargas e logística, postos de gasolina e outros, além de jornalistas.

Para controlar o acesso haverá pontos de controle em 18 estações (14 da SuperVia, 3 do Metrô e 1 das Barcas). Nesses locais haverá funcionários das concessionárias que, com o apoio da Polícia Militar, farão a triagem dos usuários. A princípio, o embarque ocorrerá por meio da apresentação da carteira de trabalho/funcional ou do crachá que identifique o setor de atuação.

Já o BRT Transoeste, serviço de ônibus expresso do Rio de Janeiro que liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, na zona oeste, será interrompido neste final de semana, por decisão do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), para evitar aglomerações e a propagação do coronavírus. Os BRTs Transcarioca e Transolímpica continuam funcionando.

Crivella também anunciou que, a partir da próxima segunda-feira (23), vai transferir 15 ônibus da frota do corredor Transolímpico para reforçar o serviço no Transoeste, onde a demanda é significativamente maior. “Ontem nós tomamos diversas medidas para evitar que os passageiros entrassem em pé, aglomerados. Infelizmente, não surtiram efeito no Transoeste, que será fechado neste fim de semana”, afirmou.

O prefeito disse ter feito um apelo ao governador Wilson Witzel (PSC) para que ele permita o transporte intermunicipal em ônibus, que foi proibido: “Muitos funcionários do Rio usam o transporte intermunicipal. Se suspende, eles vêm em vans, trens e pode haver superlotação. Não podemos arriscar de ter pessoas em pé nos ônibus”. Mas Witzel não alterou a proibição.

Para Crivella, as medidas já adotadas e o esforço da população vêm impedindo a proliferação desenfreada do coronavírus: “Nossa crise começou em 7 de março. Estávamos esperando para este sábado (21) 220 casos detectados na rede municipal. Hoje, eu tenho 67. Não sei quantos teremos amanhã, mas será menos de 220. O que significa que não vamos tornar esse número dez vezes maior nesses primeiros sete dias. Mas seguimos em alerta e prontos a agir”, afirmou.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.