Tratamento com games engaja pacientes, diz especialista

Vanderlinde, da Temple University, defende uso de jogos para reabilitação; no Brasil, segundo ele, prática aumentou desde 2009

Paula Félix, O Estado de S. Paulo

09 Maio 2015 | 03h00

SÃO PAULO - O uso de games para a reabilitação existe desde a década de 1990, mas cresceu no Brasil só nos últimos seis anos. O brasileiro Fernando Vanderlinde, pesquisador da Temple University, na Filadélfia, Estados Unidos, explica que os jogos aumentam o engajamento dos pacientes. Além disso, segundo o fisioterapeuta, oferecem dados importantes para os médicos que trabalham para vencer a doença. 

Vanderlinde também é autor do livro Video Games - Na Saúde e Reabilitação, publicado pela Editora Schoba. Leia a entrevista do pesquisador ao Estado:

Desde quando o tratamento com games se tornou tendência no mundo? E no Brasil?

Games para saúde e reabilitação datam da década de 1990. No Brasil, o crescimento maior vem a partir de 2009.

Quais são os benefícios?

Além de aumentar o engajamento de pacientes, podem oferecer dados específicos sobre movimentos realizados quando estão sendo jogados. Dados que, algum tempo atrás, só eram possíveis em laboratórios de pesquisa, com instrumentos de alto custo.

Como está o uso dos games no Brasil e no mundo?

Existem várias associações pelo mundo com conferências, treinamentos e troca de informações. No Brasil, o mercado de venda ainda não é grande e, com isso, não é tão fácil manter uma empresa para jogos específicos. Hoje, trabalhamos em games que usam não só câmeras, mas também que adquirem dados de músculos para que a pessoa possa jogar.

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