Três crianças morrem sob suspeita de dengue no Rio

Morte das meninas, contudo, ainda não foram incluídas nas estatísticas oficiais; Estado já conta 54 mortos

Efe,

30 de março de 2008 | 09h40

Três meninas com sintomas de dengue morreram no sábado, 29, no Rio de Janeiro, em meio a pior epidemia dos últimos seis anos e que poderia ter matado 57 pessoas só este ano no Estado, segundo informou a imprensa local.   Veja também:  Especial - A ameaça da dengue Embrapa desenvolve inseticida para morador usar em criadouro Juíza determina que SUS garanta vaga para doente Dengue atinge status de epidemia no Rio Temporão demonstra preocupação com dengue tipo 4 Epidemia de dengue ameaça 30 cidades do País Cabral defende fechamento de hospital que pode tratar dengue Rio abre quarta tenda para hidratação de pacientes com dengue   A vítima maior tinha 12 anos, e as mais jovens, sete e seis anos. Embora a morte por dengue ainda não esteja comprovada, por meio do resultado do exame sorológico, o médico da menina mais velha confirmou em seu atestado de óbito que o motivo da morte era a doença. As meninas, contudo, ainda não foram incluídas nas estatísticas oficiais de casos fatais.   O último informe oficial, publicado pelo governo regional na quarta-feira passada, confirmou a morte de 54 pessoas por dengue. A metade dos mortos oficiais foram crianças menores de 13 anos.   O número oficial do Estado, publicado pelo governo regional na quarta-feira passada, é de 54 óbitos e cerca de 43 mil notificações da doença de janeiro até quinta-feira, ou seja, 1 morte a cada 805 casos.   Em 2002, quando houve a última epidemia na cidade, foram registrados 288.245 casos e 91 mortes - 1 óbito a cada 3.167 casos.   Segundo o balanço de quarta, outras 60 pessoas morreram com sintomas que poderiam ser de dengue, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mas a causa da morte ainda não foi comprovada.   Na sexta-feira, 28, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), inaugurou mais uma tenda de hidratação na cidade. São 24 poltronas para soro para crianças, instaladas ao lado de um hospital infantil em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.   Durante a inauguração do local, Cabral disse concordar com a decisão da Justiça de obrigar os governos estadual e municipal a oferecer um leito aos pacientes com dengue em 24 horas, mesmo que tenham que o SUS tenha que pagar por um na rede privada. O governador disse não saber se o instrumento será necessário e informou que o Hospital Israelita ofereceu leitos para doentes da rede estadual. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, ressaltou que os hospitais privados também estão sobrecarregados.

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