Três crianças podem ter contraído gripe suína em creche

Monitora da instituição pegou a doença de amigo que havia voltado dos EUA; ambos são de Vinhedo (SP)

Tatiana Fávaro, da Agência Estado,

03 Junho 2009 | 18h30

A Secretaria de Saúde de Campinas informou, nesta quarta-feira, 3, que três crianças do círculo de convívio da monitora de uma creche do município, contaminada pelo vírus H1N1, da gripe suína, são consideradas casos suspeitos da doença. Dessas três crianças, uma foi encaminhada nesta quarta-feira para o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e permanecia internada até o início da noite. As outras duas crianças estavam entre as três encaminhadas na terça-feira ao HC, e liberadas.

 

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Embora tenham sido consideradas casos suspeitos, as duas crianças permanecem em casa, em monitoramento domiciliar, com atenção diária dos órgãos de saúde. 

 

Segundo informou a secretaria, das 102 crianças matriculadas na creche campineira, 23 tiveram contato com a monitora, além de 16 funcionários. Das 23 crianças, nove já passaram pelo HC da Unicamp.

 

 Os casos de pessoas que tiveram contato com a mulher contaminada e não enquadrados como suspeitos são orientados a permanecer em quarentena domiciliar.

 A secretaria aguarda o resultado dos exames das crianças sob suspeita, feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. As aulas na creche estão suspensas até o dia 11.

 

Um homem de 29 anos e a monitora, primeiro e segundo casos de gripe suína confirmados na região de Campinas, respectivamente, estavam internados no HC e tiveram alta nesta quarta-feira. Ele esteve nos Estados Unidos em maio, foi internado no dia 26 e teve a confirmação da contaminação na última quinta-feira, 29.

 

A monitora, pessoa do convívio próximo do rapaz, teve a confirmação na segunda-feira, 1º. Ambos são moradores de Vinhedo. A mulher ainda ficará em isolamento domiciliar até o próximo sábado. 

 

A Prefeitura de Vinhedo informou, por meio de assessoria, que mantém em observação 37 casos comunicantes que tiveram vínculo direto ou indireto com o primeiro caso, porém nenhum deles apresentou sintomas da doença. Quatro estão em quarentena domiciliar e outros 33 recebem monitoramento via telefone, diariamente.

 

A identidade e informações pessoais dos pacientes não serão divulgadas, por recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. A medida tem o objetivo de evitar estigma social aos pacientes e resguardar a privacidade. 

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