Felipe Rau/ESTADÃO
Felipe Rau/ESTADÃO

Três ministros são escalados para fazer a recepção de vacinas da Índia

Doses do imunizante produzido pela Universidade de Oxford e AstraZeneca devem chegar às 18h no Aeroporto de Garulhos, onde estarão sendo esperadas pelos ministros da Saúde, das Relações Exteriores e das Comunicações

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2021 | 16h34

 BRASÍLIA -  As vacinas contra a covid-19 vindas da Índia serão recepcionadas nesta sexta-feira, 22, por três ministros do governo de Jair Bolsonaro. Os 2 milhões de doses do imunizante produzido pela Universidade de Oxford e a empresa AstraZeneca devem chegar às 18h no Aeroporto de Garulhos (SP), onde estarão sendo esperadas - para a foto oficial - pelos ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria. O embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, também estará presente.

Os imunizantes chegarão ao Brasil em voo comercial da empresa Emirates. Em seguida, eles serão transportados em um avião da companhia Azul para o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Lá, Pazuello fará mais um ato de recepção da carga, dessa vez acompanhado da presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade.

As vacinas Oxford/AstraZeneca serão entregues ao Brasil depois de adiamentos do governo indiano, que suspendeu as exportações até que iniciasse o seu próprio programa de imunização. O atraso da Índia somado à falta de insumos que precisam chegar da China desgastaram a imagem do governo, em especial da área diplomática. O plano anterior do Executivo envolvia o envio de um avião adesivado à Índia para buscar as doses, que chegariam ao Brasil no último domingo, 17.

O Ministério da Saúde também planejava um evento no Palácio do Planalto para marcar o início das imunizações, que acabou não ocorrendo após o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), passar na frente e promover um ato para vacinar as primeiras pessoas no País. Agora, com a aguardada chegada dos imunizantes produzidos pela laboratório indiano Serum, o governo espera reverter a imagem negativa da atuação do governo na negociação das imunizações e puxar o protagonismo assumido por Doria.

Escalado para, junto com Pazuello e Faria, recepcionar a carga vinda da Índia, Ernesto Araújo havia sido excluído das conversas com o embaixador da China, Yang Wanming, sobre a importação de insumos para a produção de vacinas no Brasil. Na quarta-feira, 20, as tratativas do governo com o representante chinês foram lideradas pelos ministros Pazuello e Fábio Faria, além da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Ontem, para afastar críticas ao chanceler, Bolsonaro fez questão de elogiar Ernesto Araújo nas redes sociais. Ernesto também esteve ao lado do chefe do Executivo durante sua live semanal.

Nesta sexta, o presidente Jair Bolsonaro disse que "nunca houve qualquer estremecimento nas relações Brasil e China e entre Brasil e Índia" e afirmou que tem conversado com autoridades estrangeiras para falar sobre a vacina. Não há previsão do chefe do Executivo acompanhar a chegada dos imunizantes. Nesta sexta-feira, Bolsonaro afirmou que as vacinas devem ser distribuídos já amanhã aos Estados.

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