Três tendas de hidratação serão inauguradas nesta sexta no Rio

Elas serão instaladas no Parque Ari Barroso, em Campos dos Goytacazes e em Angra dos Reis

Solange Spigliatti, estadao.com.br

04 de abril de 2008 | 09h19

Três novas tendas de hidratação para o combate à dengue serão inauguradas nesta sexta-feira, 4, no Estado do Rio de Janeiro. Segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde, as tendas serão abertas por volta do meio-dia, com a presença do governador do Rio de Janeiro em exercício, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.   Acompanhe o avanço da dengue   Elas estão localizadas no Parque Ari Barroso, na Penha, subúrbio da Leopoldina, em frente ao Hospital Getúlio Vargas, no município de Campos dos Goytacazes e outra em Angra dos Reis, na Costa Verde. Na quinta-feira, depois de três horas de reunião com secretários da Saúde de vários Estados, no Rio, o titular da pasta no Rio Grande do Sul e presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde, Osmar Terra, anunciou a proposta de criação de uma Força Nacional de Saúde, nos moldes da Força Nacional de Segurança, que atuaria no combate de epidemias como a de dengue, que já matou pelo menos 67 pessoas no Rio.   Somente a partir de domingo ou segunda-feira, porém, começarão a chegar pediatras de outros Estados para atuar no atendimento da população fluminense. "Mais de cem estão garantidos", disse Terra. "Não houve qualquer receio ou vergonha de pedir ajuda. Estamos no meio de uma epidemia com crianças morrendo, aceitando qualquer ajuda", declarou o secretário do Rio, Sérgio Côrtes.   O prefeito Cesar Maia (DEM) ironizou a medida judicial que determina o atendimento 24 horas nos postos do município. "Se as matérias dizem que faltam profissionais de saúde e até autoridades falam em contratar em outros Estados e até países, os postos vão funcionar com quem?", escreveu. "Supondo que os postos operem funcionando 40 horas por semana, para funcionarem 24 horas por dia, 7 dias por semana, teriam que trabalhar 168 horas. Ou seja, teriam que mais que quadruplicar o número de médicos. E por que a pressão sobre a questão básica de falta de leitos não se dirige aos hospitais federais fechados?"   Na capital, foram confirmados 1.261 casos de quarta para quinta-feira - no total, são 37.908. São 44 mortos no município. Os hospitais de campanha das Forças Armadas tiveram mais um dia de sobrecarga. Para piorar, pacientes que procuravam o ponto de triagem da Aeronáutica foram furtados.

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