Tropa de elite contra a dengue inicia ações em São Paulo

Esquadrão especial da Secretaria de Estado da Saúde concentra esforços na zona oeste da cidade

19 de novembro de 2007 | 11h52

O Esquadrão Antidengue da Secretaria de Estado da Saúde chega nesta segunda-feira à São Paulo. A equipe, que visita a capital pela primeira vez, vai trabalhar com artilharia pesada: os 110 agentes, entre eles 90 desinsetizadores, estarão munidos de carros especiais e atomizadores costais, popularmente conhecidos como borrifadores.   A mobilização marca o lançamento da Semana Estadual de Combate à Dengue - que se estende até o próximo sábado, movimentando 25 mil profissionais de saúde em todo o Estado.   O batalhão da saúde vai concentrar esforços na Vila Sônia, na zona oeste, área com grande incidência de dengue. Cerca de 50 agentes especiais da Sucen devem vaporizar o local com inseticida para destruir os focos da doença. Será realizado um arrastão pelas ruas da região, incluindo visitas às casas, distribuição de panfletos e vistoria de terrenos baldios. Até o último dia 31, a Secretaria havia registrado 68 casos de dengue na Vila Sônia.   Por todo o Estado, os profissionais estaduais e municipais de saúde irão organizar panfletagens, teatros, oficinas, palestras, exposições, carreatas, mutirões de limpeza urbana e recolhimento de entulhos para tentar conter a proliferação do mosquito. O objetivo é diminuir o impacto da doença no verão.   São Paulo tem motivos de sobra para se armar contra o mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue. As notificações da doença saltaram de 466 em 2006 para 2.350 em 2007, de acordo com dados da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias). No Estado, a situação também é crítica: 81% dos municípios paulistas apresentam focos de infestação do mosquito. Além disso, neste ano 34 pessoas morreram por causa da dengue (conheça os sintomas ao lado).   Neste ano, 78.614 casos de dengue foram identificados em 358 cidades paulistas, o que representa um aumento de 42% em relação a 2006, quando foram computados 50.029 casos em 252 municípios do Estado. 'São Paulo quer dar o exemplo, mostrando que governos e população podem e devem unir forças contra a dengue', declara o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.   Vacina   O Instituto Butantan quer o apoio do Ministério da Saúde para a produção de uma vacina contra a dengue. Em troca do apoio, o Butantan pretende fornecer, inicialmente, cerca de cinco milhões de doses anuais a partir de 2009. Representantes do Instituto apresentam nesta segunda-feira a proposta ao governo federal.   A idéia é produzir a vacina contra os quatro tipos de dengue - ela já foi desenvolvida por uma equipe dos EUA. A idéia é que o Ministério da Saúde financie a aquisição de equipamentos, cujo valor ainda não foi estimado. À Secretaria da Saúde do Estado caberia pagar a construção de um laboratório, com custo estimado entre R$ 15 e R$ 20 milhões.

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